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Os livros nos impulsionam

Existe uma ligação dos livros com o futuro?

Uma velha mestra dizia aos alunos que tudo o que eles precisavam saber para construir seus futuros estava ‘escondido’ na biblioteca da escola. Eles só precisariam frequentá-la para ‘descobrir’ o tesouro.

E a sábia professora sabia do que falava. Afinal, sem os livros, o que seria da transmissão de informações e da construção dos saberes?

Mas, em que pese seu valor social e educativo, o apreço pela leitura não é unânime. Há quem a ignore por não enxergar sua ‘utilidade e a nossa realidade estudantil registra o leitor ‘cativo’, tangido à prática apenas pelas obrigações escolares.

Felizmente, existem os leitores costumeiros. Pessoas que desenvolveram o hábito da leitura pela consciência do seu papel. Gente que frequenta bibliotecas, troca, doa e pede livro emprestado. Enfim, faz tudo para ler.

No universo dos que costumam ler, há inúmeros tipos de leitores pelo modo como se relacionam com os livros. E sabemos o peso que a formação de leitores (sociedade, família, escola) tem para definir o modo como cada um se liga aos livros e desenvolve sua prática de leitura.

Há devoradores de best-sellers. Leitores optantes por leitura fluída, que não exige muito esforço de elaboração mental. Consomem livros como se estivessem num supermercado. Vão direto às prateleiras de produtos aprovados pelo grande público.

Há os leitores que consomem livros como ferramentas. Eles investem em livros de caráter técnico, afinados às suas necessidades profissionais. Em contrapartida, existem leitores que veem o livro como objeto de deleite. São guiados pela vontade de cultivar erudição; desfrutar dos clássicos, elevar-se nas asas da poesia ou viajar em biografias, ficção, memórias

Mas o que dizer dos leitores épicos? Modelos exemplares pela forma como suas histórias de vida foram definidas pelo hábito de leitura.

Jorge Luis Borges, escritor argentino, pode ser um considerado um desses leitores modelares. Seus textos, sua vida, seus hábitos, tudo o que o representava se definia pelo fato de ele ser um voraz leitor.

Em 1978, Borges fez uma palestra memorável, na qual declarou sua devoção pelos livros e o hábito de devorar enciclopédias. Vitimado pela cegueira, nunca desistiu do contato físico com os livros e dizia de si próprio: ‘sou um leitor de páginas que meus olhos já não podem ver’.

E nós? Como nos relacionamos com esses objetos que são naves mágicas que fazem, lentamente, nossa travessia até o futuro? Que tal nos reinventarmos como leitores?

Miguel Sanches Neto, autor do livro Herdando uma Biblioteca, diz que enquanto não é lido, o livro é simplesmente papel impresso, pois são os olhos do leitor que o inauguram.

Realmente, é a leitura que transmuta o livro de simples objeto físico em instrumento de transformação. Mas é bom não esquecer: um livro aberto mantém a esperança de que a qualquer momento, nasce um leitor.

Então, voemos, mais e mais alto, nas páginas dos livros.

Obra de Richard Geiger
Os livros estão sempre bem acompanhados…

Chegar lá...

Quero vencer na vida!

Quem não pronunciou essa frase em algum momento da vida?

E sabe por quê?  Todos querem fazer valer o espaço de tempo que passarão neste planeta. Deixar sua marca. Somos seres singulares e querer vencer na vida significa, sobretudo, querer afirmar nossa singularidade na comunidade humana.

E não importa para onde navegamos. Todos queremos acertar o rumo. Aportar no (mais…)

Imagem de Fernando MedeirosEstamos no carnaval. São muitas as expressões de extravasamento e espontaneidade nos mais diversos pontos do país. Os blocos de sujos, as fantasias improvisadas, a irreverência das brincadeiras, as festas populares, as danças inventadas, os trios elétricos, as letras das marchinhas e os desfiles das escolas de samba são quase, intimações para pensarmos na criatividade e na espontaneidade.

Entre esses eventos, o desfile das grandes escolas de samba na Marquês de Sapucaí, destaca-se pela diversidade criativa e força estética. São enredos, fantasias, sambas e alegorias que transformam materiais os mais variados em sonhos e exaltação da beleza e da razão. É a explosão da capacidade humana  de (mais…)

La Bluise Roumaine, obra de Matisse
Prevalecer sobre dificuldades, distinguir-se dentre  mares de obstáculos

‘Quero vencer na vida!’.

Quem, em algum momento, jamais pronunciou essa frase?

O desejo de sentir-se bem-sucedido é natural. Por isso, todos querem fazer valer sua história, sentir-se parte e deixar marca singular.

Mas o que significa triunfar?

No sentido original, o termo triunfar está ligado a guerras e disputas violentas, significando exatamente prevalecer sobre o inimigo e apropriar-se do que é dele.

Historicamente, triunfar é tão decisivo para firmar povos como capazes de feitos extraordinários, que é comum encontrar arcos triunfais nos portões das cidades para destacar seus habitantes como povo forte e vencedor. Um exemplo é Paris cujo arco triunfal de inspiração romana a distingue entre as cidades europeias.

Com o passar do tempo, entretanto, a palavra triunfo foi sendo assimilada aos tempos de paz e passou a referir-se às vitórias sobre desafios, problemas graves e obstáculos, enfim, passou a expressar o êxito nas lutas pelo êxito.

O tempo passou, os usos e costumes se transformaram, mas uma coisa permaneceu: as pessoas gostam de se distinguir como seres triunfantes.

E cada um, à sua maneira, busca caminhos que levem ao êxito.

E quais seriam esses caminhos?

São inúmeras as formas utilizadas para triunfar sobre obstáculos que se interponham entre nós e o que queremos. Entretanto, a despeito do caminho escolhido, dois fatores são decisivos para o sucesso: o senso de si próprio e uma boa dose de ousadia.

E o que vem a ser senso de si próprio? É o fator que nos leva a fazer escolhas e tomar decisões coerentes. O senso de si próprio é o núcleo da autoconsciência. É firmado pelo exercício do autoconhecimento e leva-nos a conhecer nosso potencial – limites e possibilidades – e incorporá-lo às ações necessárias aos empreendimentos.

A ousadia, por sua vez, é a atitude indispensável para enfrentarmos o inusitado e assumirmos os riscos inerentes aos desafios. A ousadia deve ser bem utilizada, usá-la de forma desmedida pode produzir desastres irrecuperáveis, mas sem ela, as metas são subdimensionadas. Por essa razão, a atitude ousada deve ser sempre temperada com boa dose de análise e senso de realidade.

A coragem – qualidade que nasce da junção da vontade, da disciplina e do caráter – é o coração da atitude e o tempero da ação. E sem ousadia não há ação corajosa. A ousadia é que nos alimenta de coragem e sem esta, procrastinamos, desistimos e sabotamos os sonhos mais caros.

Então, é seguir adiante conscientes de nossos propósitos e munidos de vontade alimentada pela coragem, até atravessar os portais do triunfo.

kush - Maui- God of Sun
O sol está no horizonte – onde está o seu sol?