Acabo de reler É Isto um Homem? De Primo Levi. Leitura forte para esses tempos turbulentos de pandemia. Dias difíceis de assimilar.

O livro desse autor que viveu os horrores do holocausto, mesmo tendo qualidade literária extraordinária, não minimiza o impacto que a memória daquela hecatombe nos causa. Além disso, coloca em relevo a constatação dolorosa de que muitos dos maiores sofrimentos humanos foram infligidos pelos próprios homens aos seus semelhantes.

Provavelmente, pela sua importância humanitária, voltarei à releitura do livro de Levi, mas prometi a mim mesma que na quarentena, optaria por leituras leves.

Fiel a esse propósito, selecionei prováveis leituras para fazer até o final de maio (tomara que até lá, a noite que atravessamos já tenha amanhecido em dia de abraços, reencontros e novo esperançar). (mais…)

Gabriel Pacheco, “Icaro nel Cuore de Dedal”

Quem nunca sonhou em ficar longe das obrigações de trabalho e poder abrir janelas de tempo para tarefas escolhidas por iniciativa própria e livres de imposições?

Esse é o cenário de sonho para muitos. Ocorre que às vezes, precisamos encarar situações nas quais essa ‘liberdade’ chega, mas implica guardar um tempo de reclusão.

É o caso das quarentenas, quando o privilégio de estar liberado da rotina pode virar um fardo e levar as pessoas a experimentarem sentimentos de opressão, desânimo e, não raro, culminar em desespero.

Vivemos agora essa situação. O isolamento social para evitar a contaminação pelo Covid-19 materializa esse cenário de forma palpável e, também, o desafio de ultrapassar o momento com estabilidade emocional. (mais…)