É impossível ler tudo o que queremos no tempo que almejamos.

São tantas as escolhas possíveis, dentre a massa de títulos que compõem os acervos das livrarias, bibliotecas e sebos que a saída é fixar um itinerário mínimo de leituras que façam sentido na história pessoal de cada leitor.

Talvez este seja o motivo do sucesso das listas de livros recomendados e de publicações do tipo: livros para ler antes de morrer; livros para amar; livros mais lidos pelos grandes escritores. Entre outros títulos sugestivos do que deve ser lido.

E é justo reconhecer que essas recomendações têm valor como indicadores úteis para alcançarmos experiências pertinentes de leitura.

Acontece que cada leitor precisa construir atalhos e realizar percursos que o levem a lugares congruentes com as metas e propósitos pessoais. Essa adequação é o que, antes de tudo, dará sentido e consistência à jornada de cada pessoa como leitora.

O ideal é que o leitor, a partir de seus propósitos, firme um julgamento do que é a leitura e qual a sua finalidade dentro de sua própria história.

Entretanto, apesar de cada leitor ter sua visão particular do ato de ler, há uma base comum de finalidades em cada gênero literário que pede que tracemos diretrizes que dirijam minimamente nossa experiência como leitor.

E essa experiência será delineada conforme os objetivos próprios de cada um. Senão, vejamos. Quando o desejo é aprofundar o conhecimento de áreas técnicas, a opção é investir tempo na leitura de artigos, periódicos técnicos e manuais científicos. Eles fornecem o cabedal de informações que ajudam a manejar ideias teóricas com proficiência.

Se quisermos soltar a imaginação, a ficção é a melhor escolha. Se a ideia é aprimorar a capacidade reflexiva nos temas que nos são valiosos, a pedida é mergulhar nos ensaios que por sua natureza ampla permitem visualizar de forma ampla uma mesma temática.

Caso a leitura objetive o ganho de fôlego na compreensão filosófica, a saída passa  pela leitura de mestres da Filosofia. Se o objetivo é descobrir a própria capacidade de captar e expressar a realidade com sensibilidade, as linhas sensíveis da poesia serão ótima trilha. Mas se a meta é incrementar a capacidade de apreciação estética, os textos de dramaturgia e os livros de arte e fotografia são velhos e sábios amigos.

Finalmente, se você pretende ler para escrever melhor, então, prepare-se. Sua pauta de leitura será mais extensa ainda. Considere tudo, dos clássicos aos últimos lançamentos. Literatura Nacional e Estrangeira – romance, ficção científica, terror. E ainda, correspondências, biografias, viagens, Poesia com ou sem rima, Mangá e gibi.

Seria possível continuar elencando opções, mas paramos aqui.

Antes de finalizar, contudo, é bom recordar que quando se trata de leitura, preconceito não ajuda. Quando for traçar seu itinerário, abra as portas da percepção e diversifique as representações do que seja o valor da leitura. Suas opções serão ainda mais ricas.