Obra de De Chirico - Orfeu Solitário. 1973
Filtros incorporados para uma vida mais consciente.

Empregamos a expressão ‘vida interior’ como sinônimo da palavra espírito, no sentido de manifestação da espiritualidade religiosa. Entretanto, podemos utilizá-la em sentido mais amplo.

Nos dicionários, somente alguns significados da palavra espírito trazem o sentido místico ou religioso. Na conotação mística, espírito pode ser o sopro emanado do poder divino para constituir a alma imortal ou o nome dado às manifestações  de substâncias incorpóreas como anjos, demônios, almas e  fantasmas.

Entretanto, além do sentido místico, os dicionários também atribuem à palavra espírito, significados filosóficos e psicológicos.

Você deve estar se perguntando: e qual a importância de tomar conhecimento do conceito de vida interior na Filosofia e na Psicologia? (mais…)

As mãos de Monalisa - Leonardo D' avinci
A perfeição começa num pequeno ato

Agir com eficácia para conseguir resultados palpáveis das próprias ações é um desejo humano universal.    

Ocorre que, muitas vezes, dissipamos força mental e vigor físico em tarefas que, além de nos afastarem dos resultados, ainda sugam energia vital e desperdiçam tempo. Sobre esse desperdício que é o pai da ação frustrada, James Allen, escritor inglês do século XIX, disse: ‘A eliminação calculada de itens não essenciais da vida diária é um fator vital em todas as grandes realizações.’

E de fato, podemos perseguir metas colecionando ações desnecessárias e ineficientes ou podemos conjugar objetivos, princípios, relacionamentos e métodos que nos levem ao ponto certeiro do resultado previsto.

Se pudéssemos ter uma peneira que filtrasse o que prejudica a ação eficaz, certamente encontraríamos entre os piores inimigos da ação eficiente: os hábitos improdutivos, as emoções nefastas e a aplicação difusa da energia pessoal.

E como eliminar aspectos tão prejudiciais ao êxito e ao bem-estar?

A primeira ação é revisitar hábitos. Não alteramos o resultado das coisas, agindo da mesma forma em relação a elas. É preciso rever o modelo mental que alimenta cada modo de agir. Saiba a razão do que você faz repetidamente e observe se vale a pena. Esse é o início do caminho que leva à eficácia.

A segunda tarefa será olhar as próprias emoções. As emoções positivas nos conectam a pessoas e coisas numa perspectiva construtiva. Pergunte-se: que sentimentos nutro em relação ao que faço? Como afeto as pessoas com quem trabalho? Penso positivamente nas metas a atingir ou sou negativista?

A terceira e não menos importante providência é evitar as ‘tempestades em copo d’água’ que sugam energia vital. Para isto, veja como sua energia é dirigida às tarefas, abstenha-se de atos supérfluos para manter o foco no que importa e, sobretudo, não valorize exageradamente pequenos eventos desagradáveis.

Manter a serenidade, portanto, é fundamental. Sobre isso é ainda James Allen quem nos diz: ‘a calma é energia concentrada’. Sábia lição, pois, uma atmosfera serena ajuda-nos a extrair o máximo de força pessoal e a direcionarmos vitalidade às tarefas relevantes.

Enfim, a peneira da eficácia é boa metáfora para lembrarmos que precisamos retirar do estilo pessoal de ação, banir tudo o que nos impede de agir de forma consciente, eficiente e firme na escalada até o topo de onde podemos chegar.