Sonhos, quem não os tem?  A capacidade de sonhar é  democrática. Todo ser humano tem uma capacidade feérica infinita.

Sonhar nos conecta à potência realizadora e tem dupla finalidade. Ao tempo em que nos permite criar visões inspiradoras, também amortece o contato com a realidade que traz obstáculos e riscos a ultrapassar.

Mas há uma distância entre sonhar e realizar. Portanto, é bom atinar que, passado o primeiro lampejo de fé que vem com o sonho, é preciso arregaçar as mangas e fazer o que precisa ser feito.

Quando ficamos somente no sonho, afundamos no abismo da inércia e da irrealização e colhemos um certo gosto de fracasso.

Sonhar é automático, mas o realizar exige dedicação, concentração e esforço. A ação determinada é que transforma sonho em realização eficaz e produz o sentimento de triunfo sobre o que nos separa do que almejamos.

Não é por acaso que ser alguém implica fazer algo. Não há leitor sem leitura; não há escritor sem escrita; não há pescador sem pesca, assim como não existe ferreiro sem forja. Então, a única forma de transformar sonhos em realidade é agindo para realizar.

Há quem arrisque todas as fichas na sorte e na aleatoriedade. São os que esperam que em alguma hora, acontecerá o inusitado que realizará sonhos magicamente. Aos que pensam assim costuma estar reservado um cenário de frustrações.

O caminho mais reto (não o mais fácil) é comportar-se de forma positiva quanto aos propósitos firmados. Para tanto é indispensável começar a mudar as coisas de fora para dentro.

Comece a fazer o que precisa ser feito. Esperar que as coisas mudem para a gente mudar não funciona. Mude seu jeito de funcionar e a realidade acompanha a mudança. Não importa por qual tarefa. Começar mesmo que tenha que optar pelo que considera mais árduo e distante do que você acha fácil realizar.

Outra atitude que ajuda a concretizar sonhos é envolver-se positivamente com o que precisa ser feito. Assim, ao abraçar uma tarefa, abstraia as dificuldades e pense no que há de mais positivo e visualize a conquista final.

Essas atitudes ajudam a criar uma cultura pessoal de persistência e gosto pela dedicação. Disposição e coragem não têm vidas próprias. Não espere por elas. Você é que está no comando.

Obra de Iman Malek
Esperar coragem é inútil.

 

 

 

 

 

Melancolia, obra de Edvard Munch
A melancolia é o choro da alma.

Queremos atingir metas que nos levem direto ao alcance de propósitos que darão sentido às nossas vidas.

Mas há obstáculos que impedem muitas jornadas que poderiam resultar vitoriosas.

Dentre esses obstáculos, o medo, por seu caráter imobilizante, talvez seja o elemento que mais cause transtornos.

O curioso é que o medo é um afeto adaptativo, que, em tese, deveria ser apenas benéfico. No seu aspecto adaptativo, o medo funciona como um alerta para riscos e perigos. Permiti-nos avaliar se seremos atingidos por eventos da realidade.

Isso mesmo. O medo tem função protetiva. Sem ele não formaríamos a percepção de até que ponto, somos capazes de enfrentar desafios. Funciona como um sensor que nos ajuda a retroceder, reavaliar a cena para criar estratégia mais adaptada. (mais…)

 

Leituras que nos formam

É impossível alcançar elevação intelectual prescindindo de leituras pertinentes ao crescimento que desejamos obter, seja em conhecimento ou habilidades.

Razão pela qual é inegável o papel da leitura em todo processo de formação.

Seja para fins de desenvolvimento humano ou no preparo profissional, precisamos de leituras que sedimentem competências cognitivas, sensíveis e práticas.

A questão é que nem toda leitura provoca impactos benéficos e duradouros, daí a importância de, de vez em quando, avaliarmos o emprego do tempo dedicado aos livros. (mais…)

Annabel Sleeping, obra de Lucien Freud.
Não ignorar o que nos afeta

As paixões impactam a forma como reagimos à realidade, daí, o profundo interesse que a temática desperta entre leigos e estudiosos do comportamento humano.

É comum associar à palavra paixão, somente os sentimentos envolvidos no amor-romance em que os amantes se querem loucamente e vão, contra tudo e todos, vivendo um intenso romance. Romeu e Julieta, Tristão e Isolda são histórias que exemplificam esse amor ao estilo ‘até às últimas consequências’.

Entretanto, a palavra paixão tem sentido mais amplo, uma vez que pode nomear múltiplos tipos de manifestações emocionais e sentimentais.
(mais…)