Atitudes Para a Transformação Pessoal

O que seremos depois?
O que seremos depois?

 

‘Tenha atitude’!

Quem nunca escutou essa sugestão quando fraquejou ou sucumbiu ao desânimo nos momentos difíceis?

E de fato, para convidar alguém à eficácia superior de suas ações é preciso convocá-lo a remodelar atitudes.

A razão disso é que, sendo fruto de disposições íntimas e com forte influência nas condutas pessoais, as atitudes são a coluna vertebral do estilo pessoal.

Daí que todo projeto de transformação pessoal requer reexame de atitudes.

A atitude é o resultado de ideias, emoções  e comportamentos em sinergia. Elementos que imprimem caráter energético e efeito estruturante ao comportamento.

O comportamento expressa, assim, o conjunto de atitudes e revela convicções internas que definem o caráter e a personalidade.

Algumas vezes, tentamos mudar alterando apenas o comportamento. Entretanto, ações, condutas e desempenhos que perduram são as que guardam pertinência com as nossas predisposições internas ou atitudes.

Em consequência, podemos mudar por um tempo, mas se a mudança não for motivada por autêntica reestruturação interna, ela tende a não se sustentar. Aí, voltamos ao velho estilo.

Transformar atitudes equivale a colocar objetivos diante dos olhos e revisitar crenças, emoções e hábitos que têm alimentado o padrão atual de ação, tentando enxergar o que funciona ou nos prejudica.

O esforço de transformação precisa, então, começar pelo reconhecimento de atitudes que nos impelem a comportamentos compatíveis com desempenhos eficazes e sentimentos de bem-estar.

O passo seguinte é criar espaço de recolhimento e silêncio interior para escutar os próprios anseios e confrontá-los com as atitudes atuais.

A seguir, devemos elencar atitudes que vão produzir ação edificante e alimentá-las com pensamentos afirmativos que ajudem a eliminar condutas disfuncionais.

Quantas vezes nos guiamos por circunstâncias e atitudes negativas ou alienadas do que somos e que nos distanciam do que precisamos.

A-D Sertillange, humanista e pensador francês, ensinava que; ‘O pensamento, que está em correlação com as tendências mais profundas é um excelente juiz e moderador de nossas ações’.

O pensamento de Sertillange valoriza o conhecimento da bússola interior, sob a pena de não podermos consertar rumos que nos afastam de propósitos caros à autorrealização.

Transformação pessoal, em síntese, requer confrontar autoconceito, atitudes e realidade visando abandonar a idealização de si próprio e os conceitos inexatos das próprias condutas para os devidos ajustes.

E precisamos fazer esse movimento, conscientes de que apesar de sermos completos, não somos perfeitos; carregamos o germe da transformação que exige contínuo reexame e um coração ardente impulsionado por atitudes coerentes.

Ser rascunho inspirado esperançoso do que virá....
Ser rascunho inspirado e esperançoso do que virá….

 

Páscoa, tempo de jogar fora o pão amargo do rancor…

Que a vontade de perdoar tenha sempre o frescor de crianças..

É Páscoa. Tempo de renascimento. Calendário propício à renovação.

Então, por que não aproveitar o momento para fazer uma apreciação renovada dos nossos sentimentos?

Quando falamos em renovação de sentimentos é inevitável mencionar o rancor.

Ervas daninhas da vida emocional, a mágoa, o rancor e o isolamento amargo costumam deflagrar atitudes hostis e produzir relacionamentos empobrecidos; causar solidão e dores que nos distanciam dos nossos semelhantes, muitas vezes, frustrando o que seriam boas relações.

Os sentimentos hostis podem ser projetados contra nós mesmos. Somatizamos hostilidades arraigadas e não expressas. Não é por acaso, que inúmeras queixas de afecções de pele (pruridos, irritações, psoríase) e uma dezena de outros sintomas costumam se apresentar como escapes de raivas represadas.

No texto, Inibições, Sintomas e Ansiedade, Freud diz que  “alguns afetos evocam reações tão inapropriadas que se chocam com o movimento natural do desenvolvimento humano”. Talvez possamos dizer que o ressentimento persistente que caracteriza o rancor possa ter tal efeito sobre o movimento  que desejamos imprimir à nossa própria vida.

O rancor rebaixa a capacidade de nos relacionarmos de forma franca e espontânea. Sentimentos rancorosos se originam de mágoas mal resolvidas e de incompreensões cultivadas pelo orgulho. A dificuldade para vencer o rancor está na base do comportamento ressentido, próprio de pessoas com auto-aceitação rebaixada e com sentimentos hostis em relação a si próprio e ao ambiente.

O pior é que o rancor é como uma agressão contínua e, muitas vezes, silenciosa. Mesmo quando a pessoa por quem nutriu rancor não está presente, o rancoroso continua seu investimento em raiva e ódio a ela direcionado.

O psicólogo social Leonard Berkowitz diz que as agressões mal-sucedidas intensificam a raiva, por isso pode-se afirmar que o rancor é um comportamento que se alimenta continuamente da própria frustração que lhe é própria. E por isso pode crescer com o tempo.

E como escapar desse circuíto vicioso que nos condena a relacionamentos atravessados e sofridos?

Os psicólogos apontam a compreensão dos próprios sentimentos como o primeiro passo para não alimentar relações negativas e depreciadoras da boa convivência. Recomendam, também, o reexame dos critérios de nossos julgamentos ao firmar antipatias e simpatias nas relações.

Para os estudiosos do comportamento, atentar para qual seria o peso das nossas próprias atitudes no clima relacional que costumamos estabelecer é essencial para a mudança do circuíto energético que move nossa rede de relacionamentos.

O rancor é bocado amargo, nos acorrenta ao outro que pensamos querer repulsar.

Neste tempo de Páscoa, fiquemos com a sabedoria dos versos de Fernando Pessoa, quando nos diz no seu Livro do Desassossego:

Um bocado de sossego com um pedaço de pão, não me pesar muito o conhecer que existo, e não exigir nada dos outros nem exigirem eles nada de mim…’.

Quando repartirmos o pão da amizade, não esqueçamos que plantamos e colhemos o trigo...
Ao  repartir o pão da amizade, lembrar: plantamos e colhemos o trigo…

O Encontro Humano pela Empatia…

Gentileza gera gentileza….

Um provérbio vietnamita diz: “Quando comeres uma fruta lembra-te de quem plantou a árvore.”.

Esse dito traduz a sabedoria de um povo sofrido e que  talvez tenha aprendido a compreender o valor da gratidão e da gentileza como  atitudes benéficas à solidariedade e promotoras de bem-estar social. Continuar lendo O Encontro Humano pela Empatia…

Viver a verdade

A verdade é anseio existencial...
A verdade é anseio existencial…

O que é a verdade?

Essa é uma pergunta de adultos. É tema que não habita a casa das preocupações infantis.

E a razão é simples. O que coloca a busca pela verdade no centro da atenção é a necessidade humana de que essência (o que somos) e existência (como vivemos) estejam sempre em sintonia. E a autenticidade é própria das crianças, seus comportamentos são manifestações do que sentem e Continuar lendo Viver a verdade