Frequentar livrarias e adquirir livros com cheiro de novidade, saber o que escreve a criatividade dos novos autores ou que clássicos foram reeditados é uma experiência inestimável.

Mas, o prazer de frequentar as livrarias grandes ou pequenas, não exclui o hábito de ir a um sebo qualquer e curtir a companhia de velhos e queridos exemplares.

Há quem diga que frequenta sebos para comprar livros baratos. E esse é realmente um valioso motivo.

Mas, que tal ampliar esse olhar?

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Será que conseguimos ler quando nos sentimos tristes, desanimados e até descrentes de nós mesmos?

Realmente, é difícil imaginar que nos momentos, em que o estado de ânimo é abalado por dificuldades, a leitura ajudaria a abstrair e trazer algum alívio do peso que sentimos.

A ideia mais cultivada sobre o que nos alivia quando estamos exaustos, fatigados ou vulneráveis é a de que a leitura é tarefa árdua, inócua e ainda mais tensionadora.

A proposta aqui é rever o modelo mental que nos leva a ter essa impressão e descobrir que a experiência de ler nas horas desafiadoras traz forte alento. Nessas horas, ler pode ter o efeito de uma oração; pode ser uma diversão que abrirá um portal para a evasão das ideias obsessivas que teimam em se repetir como espiral insana na preocupação.
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A frequência assídua a bibliotecas traz amplos benefícios à formação, por isso, deveria  ser aspecto mais valorizado nos currículos escolares.

A realidade é oposta. Subutilizamos as bibliotecas como meio capaz de fornecer um lastro de saberes que faz diferença no tipo de pessoa que queremos nos tornar.

Quando vamos a uma biblioteca, podemos acessar um universo de informações, experiências e mentalidades que será tanto melhor aproveitado, se adotarmos um regime de visitas sistemático. (mais…)

Com quantos livros se faz um escritor? Ou, quantos livros alguém precisa ler para abraçar a escrita com proficiência?

Certa vez, li um artigo que se propunha a responder tal questão. O texto deixou-me pensativa.

O autor iniciava com uma declaração que dizia mais ou menos assim: ‘Digo a quem pretende começar a escrever agora, que não importa quantos livros tenha lido, já está com um déficit de leitura de pelo menos seis mil títulos’.

Confesso. A aspirante a escritora que habita em mim ficou assustada. Bateu-me um sentimento de raiva. Perguntava-me se o autor não teria a secreta intenção de levar à desistência, todos os que almejavam o ofício da escrita. (mais…)

É impossível ler tudo o que queremos no tempo que almejamos.

São tantas as escolhas possíveis, dentre a massa de títulos que compõem os acervos das livrarias, bibliotecas e sebos que a saída é fixar um itinerário mínimo de leituras que façam sentido na história pessoal de cada leitor.

Talvez este seja o motivo do sucesso das listas de livros recomendados e de publicações do tipo: livros para ler antes de morrer; livros para amar; livros mais lidos pelos grandes escritores. Entre outros títulos sugestivos do que deve ser lido. (mais…)