O que ensina o carinho materno?

É inegável que as mães são a fonte primária das lições significativas que forjam o modo pessoal de ser e estar no mundo.

Chama atenção, entretanto, que ao fazermos o balanço do que representam as mães, restringimos o reconhecimento aos cuidados recebidos quando ainda éramos tenros bebês ou então, fazemos um elogio genérico ligado ao sentimento de gratidão filial.

Entretanto, mesmo sendo o reconhecimento válido, podemos fazer mais, ampliando o olhar sobre a ação materna para extrairmos lições de eficiência, ação previdente e tino estratégico, ali contidas.
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De certos livros, a leitura nunca cessa

Com quantos livros se faz um escritor? Ou, quantos livros alguém precisa ler para abraçar a escrita com proficiência?

Certa vez, li um artigo que se propunha a responder tal questão. O texto deixou-me pensativa.

O autor iniciava com uma declaração que dizia mais ou menos assim: ‘Digo a quem pretende começar a escrever agora, que não importa quantos livros tenha lido, já está com um déficit de leitura de pelo menos seis mil títulos’.

Confesso. O aspirante a escritor que habita em mim ficou assustado. Bateu-me um sentimento de raiva. Perguntava-me se o autor não teria a secreta intenção de levar à desistência, todos os que almejavam o ofício da escrita. (mais…)

Há um sorriso recôndito em cada mulher

Há um quê de riso em cada mulher.

No seu mais íntimo recôndito, há uma energia alegre represada.  E, mesmo diante do abismo do sofrimento, há nela um suprimento de esperança triunfal prestes a eclodir.

É intrigante a persistência feminina, aliada à capacidade de manter os olhos acesos e a vontade amolada, para lançar-se com ânimo e vontade de acertar em tudo o que faz.

É como se as mulheres fossem seres feitos em camadas. E mesmo sob o peso do cansaço ou desilusão da camada mais externa, houvesse uma reserva de paciência heroica, de força interior e disponibilidade ao comprometimento. (mais…)

O Pequeno Príncipe - Obra dos Gêmeos
Onde foi que largamos o desejo de crescer?

Outro dia, fiz mais uma de minhas insistentes releituras de ‘O Pequeno Príncipe’, livro de Antoine de Saint-Exupéry, e tive a impressão de sempre.

É que os leitores costumam ver essa obra como sendo destinada ao público infantil e acabam subestimando o potencial reflexivo que ela encerra.

O Pequeno Príncipe é um livro, cuja leitura pode suscitar diferentes reflexões e, entre elas, destaca-se o questionamento sobre como, sob o peso de rótulos do que seja ser um adulto, as pessoas tornam-se rígidas e infelizes. (mais…)

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As ideias não nascem do vazio

‘Eu realmente preciso ler?’

Já ouvi muito essa pergunta. E, pasmem, até de alunos de cursos de pós-graduação.

Certa vez, um rapaz que acabara de concluir a graduação, confessou jamais haver lido um único livro. Perguntado sobre como cumprira a lista de leituras exigidas no vestibular, respondeu-me que havia lido resumos emprestados de uma colega.

O exemplo é desolador quanto às possibilidades de construção de formações profissionais sólidas e confiáveis, mas o fato é que há estudantes que não consideram a leitura, mesmo remotamente, uma atividade necessária.

E o mais angustiante é o fato de tal realidade ser mais corriqueira do que se possa imaginar. (mais…)

Fixidez não é autenticidade

Ser autêntico. Agir conforme os próprios credos, preferências e valores.

Eis a busca universal de cada indivíduo.

Não é à toa que Saramago dizia sobre ser autêntico, que a verdadeira felicidade consiste em caminharmos rumo a nós mesmos.

E quem, de fato, não tem extraordinária satisfação ao perceber que suas obras e condutas reproduzem tudo o que acredita ser autenticamente? (mais…)

Sonhar com o futuro é tarefa de sempre
Sonhar com o futuro é tarefa de sempre

O que você quer ser quando crescer?

Que menino ou menina jamais ouviu tal pergunta?

E a pergunta provoca as mais variadas respostas.

As crianças menores querem ser astronautas para ‘brincar na lua’ ou se tornarem pipoqueiros para ‘comer todas as pipocas’. As mais velhas, por sua vez, têm desejos mais pautados no real. Elas querem ser médicos para curarem o mundo e ‘ninguém mais sentir dor’ e há quem deseje se tornar veterinários para ‘cuidar dos bichinhos’.

Entre os jovens, as projeções são mais genéricas e começam a ser realistas. Eles querem trabalhar para ajudar os pais, ter o próprio dinheiro ou ficar ricos. (mais…)