O Colosso de Goya
O conhecimento é um colosso que ao tempo em que nos atrai, também nos amedronta.

Conhecer é o desejo mais  pulsante do homem.

Aristóteles, o sábio grego, ensinava que ‘O homem deseja ardentemente conhecer’. Para ele, conhecer é vocação humana. Entretanto, podemos afirmar mais. Devemos reconhecer que o concurso do conhecimento é imprescindível para que o homem possa atuar sobre a realidade e adequá-la aos requisitos da sobrevivência. (mais…)

As estrelas nos dizem do inalcançável?

A crença na relação do destino humano com os astros talvez tenha nascido no momento em que, o primeiro homem, preocupado com a própria sorte, mirou o céu imaginando que lá estaria escrito o futuro.

Desde então, muitos povos conservaram  o hábito de consultar os astros. Os romanos, por exemplo, apegavam-se aos sinais estelares como oráculos infalíveis sobre vitórias nas batalhas e fartura na colheita.

E a consulta aos astros para perscrutar a sorte futura não pode ser vista como prática de ‘primitivos’ ou ‘incautos’. Goethe, maior escritor de língua alemã, por exemplo, inicia assim sua autobiografia: ‘Vim ao mundo, ao bater meio-dia… A constelação era feliz: o Sol encontrava-se no signo de Virgem e em seu ponto culminante para esse dia; Júpiter e Vênus contemplavam-no favoravelmente’.

Até hoje, perdura entre muitos o hábito da consulta ao horóscopo para ver se a posição dos astros é favorável aos desejos acalantados ou reserva alguma fatalidade. (mais…)

SteinlenEl-Beso
O compasso do namoro

No mês dedicado aos namorados, quando o imaginário avermelha-se de paixão, são mais perceptíveis os mecanismos psicológicos presentes no fenômeno do enamoramento.

Sob o domínio das pulsões, os amantes ou os desejosos por enamorar-se pelo menos nesse período, são tomados pela vontade de voar a quatro asas e, assim, expressam afetos exacerbados pela imaginação e pelas sensações. (mais…)

O que ensina o carinho materno?

É inegável que as mães são a fonte primária das lições significativas que forjam o modo pessoal de ser e estar no mundo.

Chama atenção, entretanto, que ao fazermos o balanço do que representam as mães, restringimos o reconhecimento aos cuidados recebidos quando ainda éramos tenros bebês ou então, fazemos um elogio genérico ligado ao sentimento de gratidão filial.

Entretanto, mesmo sendo o reconhecimento válido, podemos fazer mais, ampliando o olhar sobre a ação materna para extrairmos lições de eficiência, ação previdente e tino estratégico, ali contidas.
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De certos livros, a leitura nunca cessa

Com quantos livros se faz um escritor? Ou, quantos livros alguém precisa ler para abraçar a escrita com proficiência?

Certa vez, li um artigo que se propunha a responder tal questão. O texto deixou-me pensativa.

O autor iniciava com uma declaração que dizia mais ou menos assim: ‘Digo a quem pretende começar a escrever agora, que não importa quantos livros tenha lido, já está com um déficit de leitura de pelo menos seis mil títulos’.

Confesso. O aspirante a escritor que habita em mim ficou assustado. Bateu-me um sentimento de raiva. Perguntava-me se o autor não teria a secreta intenção de levar à desistência, todos os que almejavam o ofício da escrita. (mais…)

Há um sorriso recôndito em cada mulher

Há um quê de riso em cada mulher.

No seu mais íntimo recôndito, há uma energia alegre represada.  E, mesmo diante do abismo do sofrimento, há nela um suprimento de esperança triunfal prestes a eclodir.

É intrigante a persistência feminina, aliada à capacidade de manter os olhos acesos e a vontade amolada, para lançar-se com ânimo e vontade de acertar em tudo o que faz.

É como se as mulheres fossem seres feitos em camadas. E mesmo sob o peso do cansaço ou desilusão da camada mais externa, houvesse uma reserva de paciência heroica, de força interior e disponibilidade ao comprometimento. (mais…)

O Pequeno Príncipe - Obra dos Gêmeos
Onde foi que largamos o desejo de crescer?

Outro dia, fiz mais uma de minhas insistentes releituras de ‘O Pequeno Príncipe’, livro de Antoine de Saint-Exupéry, e tive a impressão de sempre.

É que os leitores costumam ver essa obra como sendo destinada ao público infantil e acabam subestimando o potencial reflexivo que ela encerra.

O Pequeno Príncipe é um livro, cuja leitura pode suscitar diferentes reflexões e, entre elas, destaca-se o questionamento sobre como, sob o peso de rótulos do que seja ser um adulto, as pessoas tornam-se rígidas e infelizes. (mais…)