eu na previ

Hoje, é dia de celebrar os dez anos do BlogdoTriunfo.com.

Celebrar e agradecer.

Celebrar a existência deste espaço onde compartilho inquietações sobre viver a vida.

Dez anos de pequenos textos escritos como caminhos abertos pela vontade de  pensar com persistência.

Dez anos de pensamentos sobre as humanas saídas criadas para os desafios postos pela existência. Ou sobre os abismos que encontramos. E que, às vezes, até inventamos.

Exercícios de reflexão. Instantâneos de pensamentos convergindo na tentativa de enxergar pontos obscuros com alguma nitidez. (mais…)

The-Memory of Fountain. Obra do artista mexicano Gabriel Pacheco.
O ato de presentear é fonte de troca afetiva.

Presentear é um ato milenar. Compõe o esforço de integração e convívio social do homem para firmar-se como ser capaz de estabelecer conexões humanas.

Entrega e presença são palavras que resumem o que está implícito nesse ato, uma vez que ao presentear, a entrega não se limita ao objeto em si. Entregamos carinho, apreço, consideração. Enfim, nos entregamos e fazemo-nos ‘presentes’.

E a origem etimológica da palavra ‘presente’ refere-se exatamente ao tempo presente. Dar um presente é querer materializar-se no aqui e agora e perdurar como presença afetiva diante de alguém. Dessa forma, presentear é um convite para conectar-se e reforçar laços. (mais…)

Tecer a humana condição

Examinando a história, veremos que a sobrevivência humana deve parcela considerável do seu êxito à solidariedade expressa nas atitudes de compaixão.

Compaixão é a emoção causada em nós diante da dificuldade ou sofrimento alheio. E distingue-se de outras emoções, por seu caráter ativo, uma vez que só podemos identificá-la nos gestos de solidariedade dirigidos à promoção do outro ou à mitigação do seu sofrimento. (mais…)

Portrait of Mikhail Konchalovsky, the artist’s son, sitting in an armchair 1921
Há livros que desdenhamos

O que esperar de um livro?

Pelo seu inegável valor utilitário, a resposta é simples. Esperamos: aquisição de informações úteis; aprimoramento técnico; qualificação humana; formação profissional; deleite estético; diversão e enriquecimento emocional.

Realmente é inestimável a contribuição dos livros para a humanidade. Thomas Jefferson os amava e os considerava um tipo especial de capital. Formou valiosa biblioteca enquanto construía sua robusta carreira política. É dele a frase: ‘Os  livros são uma espécie confiável de capital, imune à influência dos banqueiros.’. Confirmando esse apreço inestimável, formou acervo particular tão valioso que originou, simplesmente, a biblioteca do congresso americano. (mais…)

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Criar a atmosfera do amor

Os consultórios psicológicos testemunham o grito às vezes mudo de pessoas que se queixam da solidão, do desamparo, da intolerância ou sofrem com a indiferença.

Pessoas que precisam lidar com desconfortos emocionais de diferentes origens. Mas, se pudéssemos englobar as causas identificadas para tais males, veríamos que a frustração e a tristeza, instaladas pela falta de validação emocional e reciprocidade nos relacionamentos, ganhariam destaque. 

E quando os terapeutas conhecem a realidade desses pacientes, percebem que são ambientes com atmosfera afetiva opaca, definida pela incomunicabilidade, pelo distanciamento emocional e, não raro, minada por hostilidade mútua ou unilateral. (mais…)

O Colosso de Goya
O conhecimento é um colosso que ao tempo em que nos atrai, também nos amedronta.

Conhecer é o desejo mais  pulsante do homem.

Aristóteles, o sábio grego, ensinava que ‘O homem deseja ardentemente conhecer’. Para ele, conhecer é vocação humana. Entretanto, podemos afirmar mais. Devemos reconhecer que o concurso do conhecimento é imprescindível para que o homem possa atuar sobre a realidade e adequá-la aos requisitos da sobrevivência. (mais…)

As estrelas nos dizem do inalcançável?

A crença na relação do destino humano com os astros talvez tenha nascido no momento em que, o primeiro homem, preocupado com a própria sorte, mirou o céu imaginando que lá estaria escrito o futuro.

Desde então, muitos povos conservaram  o hábito de consultar os astros. Os romanos, por exemplo, apegavam-se aos sinais estelares como oráculos infalíveis sobre vitórias nas batalhas e fartura na colheita.

E a consulta aos astros para perscrutar a sorte futura não pode ser vista como prática de ‘primitivos’ ou ‘incautos’. Goethe, maior escritor de língua alemã, por exemplo, inicia assim sua autobiografia: ‘Vim ao mundo, ao bater meio-dia… A constelação era feliz: o Sol encontrava-se no signo de Virgem e em seu ponto culminante para esse dia; Júpiter e Vênus contemplavam-no favoravelmente’.

Até hoje, perdura entre muitos o hábito da consulta ao horóscopo para ver se a posição dos astros é favorável aos desejos acalantados ou reserva alguma fatalidade. (mais…)