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Em tarde ensolarada de novembro, saí para comprar a agenda que usaria em 2020.

Virou hábito. Sempre que o tempo dobra a última esquina para acabar o ano, reservo um dia para comprar minha agenda.

Transformei esse ato numa ocasião anual para refletir sobre os passos percorridos no ano que terminará e sobre como caminharei durante o tempo que se aproxima.

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Será que conseguimos ler quando nos sentimos tristes, desanimados e até descrentes de nós mesmos?

Realmente, é difícil imaginar que nos momentos, em que o estado de ânimo é abalado por dificuldades, a leitura ajudaria a abstrair e trazer algum alívio do peso que sentimos.

A ideia mais cultivada sobre o que nos alivia quando estamos exaustos, fatigados ou vulneráveis é a de que a leitura é tarefa árdua, inócua e ainda mais tensionadora.

A proposta aqui é rever o modelo mental que nos leva a ter essa impressão e descobrir que a experiência de ler nas horas desafiadoras traz forte alento. Nessas horas, ler pode ter o efeito de uma oração; pode ser uma diversão que abrirá um portal para a evasão das ideias obsessivas que teimam em se repetir como espiral insana na preocupação.
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Sendo em novembro, o dia dedicado aos finados, é quase impossível, neste mês, não consumir algum tempo, pensando na finitude humana.

E quando pensamos nessa finitude, é inevitável pensar no cemitério como um lugar triste que só suscita sentimentos de perda e desligamento. Mas se ampliarmos o olhar, veremos que esses lugares também podem propiciar reflexões com potencial de elevação e rejuvenescimento de esperanças.

De fato, o cemitério é o lugar de chorar e lamentar perdas, então é difícil não sentir  certo aniquilamento de expectativas de realização; mas por contraditório que possa parecer, é possível ir a um cemitério nas homenagens a entes queridos, e ver que, estando vivos e pulsantes, somos portadores de potencialidades das quais muitas vezes, nem temos consciência. (mais…)

 

Obra de Salvador Dali

Tem um grito dentro de mim que só cessa quando escrevo.

Ao escrever, sinto que atinjo minha alma em algo intocado. Alguma coisa que incomoda e lateja como uma velha cicatriz que reabre ao mais leve toque.

Foi bem cedo que percebi o clamor interno para a escrita. Meu mundo mágico era um universo de palavras. (mais…)

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A pergunta ‘o que é autorrealização?’ deveria ser a primeira a ser ensinada ao ser humano. E o motivo é simples. A autorrealização é o objetivo primordial e é comum a todos nós.

Autorrealizar-se é realizar o sentido da própria vida, com a firme percepção de que o esforço despendido para vivê-la casa com os desejos e valores que nos movem.
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Obra de Modigliani
Autodeterminação

Tocar a vida com desembaraço exige boa dose de ousadia. Característica tão necessária quanto desconhecida na sua real essência.

O fato é que muitos confundem ousadia com desregramento, impulsividade ou ação destemperada e olham as ações ousadas com desconfiança. Existe até quem cultive certa aversão ao ímpeto e às posturas menos convencionais ou atrevidas.

O resultado é que as pessoas que ousam ou agem de forma mais livre quanto a convenções e rótulos sociais costumam receber crítica ácida e serem alvos de reprovação social e estigmas. Faça um breve exame histórico e verá que os inovadores e pioneiros atraíram muita hostilidade até se notabilizarem por não se prenderem a padrões. (mais…)

Sonhos, quem não os tem?  A capacidade de sonhar é  democrática. Todo ser humano tem uma capacidade feérica infinita.

Sonhar nos conecta à potência realizadora e tem dupla finalidade. Ao tempo em que nos permite criar visões inspiradoras, também amortece o contato com a realidade que traz obstáculos e riscos a ultrapassar.

Mas há uma distância entre sonhar e realizar. Portanto, é bom atinar que, passado o primeiro lampejo de fé que vem com o sonho, é preciso arregaçar as mangas e fazer o que precisa ser feito.

Quando ficamos somente no sonho, afundamos no abismo da inércia e da irrealização e colhemos um certo gosto de fracasso.

Sonhar é automático, mas o realizar exige dedicação, concentração e esforço. A ação determinada é que transforma sonho em realização eficaz e produz o sentimento de triunfo sobre o que nos separa do que almejamos.

Não é por acaso que ser alguém implica fazer algo. Não há leitor sem leitura; não há escritor sem escrita; não há pescador sem pesca, assim como não existe ferreiro sem forja. Então, a única forma de transformar sonhos em realidade é agindo para realizar.

Há quem arrisque todas as fichas na sorte e na aleatoriedade. São os que esperam que em alguma hora, acontecerá o inusitado que realizará sonhos magicamente. Aos que pensam assim costuma estar reservado um cenário de frustrações.

O caminho mais reto (não o mais fácil) é comportar-se de forma positiva quanto aos propósitos firmados. Para tanto é indispensável começar a mudar as coisas de fora para dentro.

Comece a fazer o que precisa ser feito. Esperar que as coisas mudem para a gente mudar não funciona. Mude seu jeito de funcionar e a realidade acompanha a mudança. Não importa por qual tarefa. Começar mesmo que tenha que optar pelo que considera mais árduo e distante do que você acha fácil realizar.

Outra atitude que ajuda a concretizar sonhos é envolver-se positivamente com o que precisa ser feito. Assim, ao abraçar uma tarefa, abstraia as dificuldades e pense no que há de mais positivo e visualize a conquista final.

Essas atitudes ajudam a criar uma cultura pessoal de persistência e gosto pela dedicação. Disposição e coragem não têm vidas próprias. Não espere por elas. Você é que está no comando.

Obra de Iman Malek
Esperar coragem é inútil.