Em 2021, eu olharei para o tempo como alguém que olha para o par perfeito de mãos estendidas diante de si; descansarei depois de cada justa e inevitável luta; abraçarei as gentes todas que a vida me presenteou e presenteará. Sem elas não há rumo ou ar.

Enxugarei as lágrimas sempre que, mesmo me consolando, elas teimarem em banhar meu rosto que não se rende a tristezas vãs.

Em 2021, avançarei, apesar do que me atingir e ficarei embriagada de felicidade quando eu puder construir algo, ajudar alguém, pensar, escrever, ver um dia nascendo cheio de promessas ou simplesmente saber que qualquer ato ou palavra minha esteve a serviço da felicidade de alguém ou pelo menos ajudou a amenizar um fardo.

Esse ano quero honrar cada vez mais os rostos amigos que estão perto de mim, meus companheiros mais próximos de minha jornada na terra.

Em 2021, eu quero. E espero que minha vontade seja alegre e justa. Não apenas para mim, pois tudo que é bom pode ser compartilhado.

Enfim, olharei para 2021 como quem olha para um tempo de fé e ressurreições.