A Peneira da Eficácia

Os vales são filhos das montanhas...

Os vales são filhos das montanhas…

Escalar os obstáculos até chegar ao pico de nossos propósitos. 

Eis o desejo humano universal.    

Ocorre que dissipamos força mental e vigor físico com tarefas e sentimentos que, além de nos afastarem dos alvos que miramos, sugam energia vital e desperdiçam tempo de que precisamos para a caminhada até o cume.  James Allen, escritor inglês do século XIX, escreveu: ‘A eliminação calculada de itens não essenciais da vida diária é um fator vital em todas as grandes realizações.’

De fato, o modo como conduzimos nossos passos pode funcionar como um sistema que conjuga objetivos, princípios, relacionamentos e métodos, ou podemos seguir desordenadamente e ficarmos reféns do acaso. Colecionando atos erráticos que podem nos levar a algum lugar que talvez não tenha significado para nós.

Se pudéssemos utilizar uma peneira para eliminar os detritos da ineficácia, o que encontraríamos?

Talvez, seja impossível dizer com precisão. Mas, se pudéssemos vasculhar a peneira da eficácia, encontraríamos pelo menos, três elementos prejudiciais à ação inteligente: hábitos improdutivos, emoções nefastas e aplicação difusa de energia.

E o que faríamos com esses elementos tão prejudiciais ao êxito e ao bem-estar?

A primeira ação seria revisitar hábitos. Não alteramos o resultado das coisas, agindo da mesma forma em relação a elas. É preciso rever o modelo mental que alimenta nosso modo de agir. Saiba a razão do que você faz repetidamente e veja se vale a pena dedicar tanto tempo a esse  jeito de agir. Esse é o início do caminho que leva à eficácia.

A segunda tarefa seria lançar um olhar carinhoso para as emoções. Que sentimentos nutrimos em relação ao que fazemos. Como afetamos as pessoas com quem convivemos? Alimentamos positivamente nossos pensamentos? As emoções positivas nos conectam a pessoas e coisas de uma perspectiva construtiva.

Sentir como direcionamos nossa energia vital é a terceira e não menos importante providência. Fazemos tempestade em copo d’água? Praticamos a moderação? Abster-se de coisas desnecessárias e procurar não contaminar-se com dificuldades supérfluas  ajuda a manter o foco no que realmente nos leva ao encontro dos nossos propósitos.

É preciso valorizar o que realmente importa. Somente assim, podemos direcionar força e vitalidade para a tarefa principal: saber viver com força de caráter, bem-estar emocional e autoeficácia. É o mesmo James Allen que nos diz: ‘A calma é a energia concentrada’.

A peneira da eficácia é artefato do bom senso e da autoconsciência. Só pode ser utilizada com habilidades adquiridas pela reflexão e atenção à ação. Quanto mais desenvolvemos autoconsciência, descobrimos aptidões e competências que vão nos ajudando a identificar o que nos impulsiona na escalada até o ‘nosso lugar’. 

Enfim, mantemos à mão a peneira da eficácia quando concentramos forças. Quando não desperdiçamos energia e  nos movemos pelas emoções com maior nitidez e autoconfiança quanto aos obstáculos a ultrapassar.

Sirva-se do que há de melhor entre as virtudes...

Sirva-se do que há de melhor entre as virtudes…

 

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