A esperança é o portal do tempo ...
A esperança é o portal do tempo …

Ao leitor assíduo ou eventual do BlogdoTriunfo, desejo ardentemente que em 2015:

Os amigos sejam leais, carinhosos e atentos em reciprocidade à atenção que você dedicar à amizade como bem precioso e humano.

A saúde esteja como presença diária recebendo-lhe em cada despertar como  terna, gentil e diligente avó.

O amor venha como compromisso de aliança realizando o projeto de calor e ternura com a vida de forma intensa e duradoura.

A família, tendo o jeito que tiver, firme-se como ninho cujos ovos são promessas confirmadas de aconchego, realizações e cuidado.

O trabalho seja o tecer de uma existência com sentido, prática que lhe lance à autorrealização. E permita que às novas gerações seja entregue o valor da contribuição de cada um na construção do projeto humano na Terra – útero propiciador do nascimento comum.

Que a fé, com ou sem religião, esteja gravada na sua mais íntima convicção interna como certeza de que somos vontades lançadas ao eterno e enraizadas no coração do Universo e portanto, precisamos nos mover pela grandeza, como seres espirituais que somos.

Mais que dinheiro, suas necessidades do corpo, da alma e do coração sejam atendidas com generosidade e que esta provisão seja regida pelas leis do respeito, da justiça e da equidade.

A política seja o partilhar do mundo com empenho solidário,  respeito à geografia humana e zelo com a dignidade  de cada habitante em sua diversidade.

Desejo-lhe que você deseje ardentemente, pois o desejo é a chama que nos lança no futuro.

Seja! Realize quem você pode ser com autenticidade, mas  mova-se em sintonia com quem compartilha cada precioso instante com você

Sobretudo, viva cada dia como se fosse um doce fruto colhido em árvore regada pelo cuidado de mãe devotada, pelo amparo de pai presente e com a fraternidade própria do companheirismo de infância docemente compartilhada.

Enfim, feliz ano novo, feliz você feliz.

A ponte para o futuro é construída com o compasso de cada um ...
A ponte para o futuro é construída com …

Cada pequeno ato vai bordando matizes do que somos....
Cada pequeno ato vai bordando matizes da nossa jornada….

O farol do tempo aponta a luz para um ano novo.

Como será nossa viagem no tempo que se avizinha? Embarcaremos em jornada pessoal de crescimento ou seremos náufragos num mar de indecisões e desesperenças?

Antes de procurar respostas, que tal por lentes otimistas para ver o que a linha do tempo nos reserva?

É certo que todos buscamos fluir na direção da felicidade. Quem não quer remar com alegria e, tal qual Ulisses, o herói destemido da Odisséia, romper obstáculos, descobrir saídas e depois constatar que a travessia foi possível?

Entretanto, é fato que nas viagens costumamos alternar momentos de alegria e confiança com horas de cansaço e desânimo. É que toda jornada tem seus próprios desafios e ao encará-los, fica fácil cair no desespero e entregar-se ao pessimismo virulento que mortifica o ânimo.

E nesses momentos há duas atitudes mais frequentes que podem ser observadas. Há os que flertam com quimeras e ilusões traiçoeiras que trazem consolo instatâneo, mas  não os impulsionam à ação resolutiva, ao contrário, os deixam à deriva qual barcos sem porto aonde chegar.  Há, também a atitude oposta, mantemos firme o leme da vontade e prosseguimos, vendo o que se apresenta a cada maré, com visão esperançosa e ação substantiva como âncoras que fincam conquistas no território das realizações.

Descerrar as cortinas do tempo é uma dádiva e como tal exige coragem e esperança para seu completo usufruto. Pede medir realidade e sonhos com olhos bem abertos e balança equilibrada.

A vida é feita de realidade e de sonhos. Viver é contrapor as duas dimensões. É balancear senso de realidade com o entusiasmo próprio de crianças rasgando o papel que as separa do presente de Papai Noel.

Há que sonhar, acreditar no caminho e guiar a caravana da vida para diante.  Ariano Suassuna diz que o sonho é uma luz que nos puxa para a frente. Shakeaspeare versejava: ‘o importante não é a noite, mas os sonhos.

É bom afiar ouvidos e escutar esses dois sábios sonhadores. Afinal o que é viver, senão por sonhos em movimento?

Buscamos dia a dia, a alegria, a essência da própria felicidade dos sonhos. E, realmente,  é difícil negar que estar vivo tem algo onírico. E a razão é simples: contra todas as desilusões, remando contra ondas de indecisão, desafiando as dores da solidão e o açoite do desamparo, não importa, estamos vivos e simplesmente por isto, podemos deixar o vento morno da esperança bater no nosso rosto como carícia de mãe. Podemos caminhar direcionando ação e energia para onde nos puxam os sonhos.

É preciso sagrar-se companheiro da vida. Banir o pessimismo. Envolver-se pela imanência do pensamento afirmativo, sopro de quem não teme o medo e por isto, se eleva com a alma movida pelos músculos da perseverança.

Sem dúvida, há anos mais difíceis e outros mais felizes. Para cada um de nós a malha do tempo apresenta diferentes bordados. Entretanto, as matizes dos sentimentos que vamos imprimir às experiências é obra autoral. Sim, podemos usar a energia contida nos sonhos mais profundos  e fazer romper um tempo cheio da  energia do dia que nasce a despeito do desespero da noite.

E o que somos senão seres guiados pelos faróis dos próprios sonhos? Fernando Pessoa enxergava seus sonhos como um céu particular e os cantava em versos: ‘Cada qual tem seu devaneio, sou igual. E por detras disso, céu meu, constelo-me às escondidas e tenho o meu infinito.’

Os sonhos são a matéria que nos solidifica e o ar que bafeja a esperança. A vida é bela. Criemos uma atmosfera em torno dessa convicção, pois a atmosfera que criamos à nossa volta é a alma da nossa existência.

 

Fiar o tecido que borda nossa história no tempo…

Cuidar-se, expressar equilíbrio...
Cuidar-se, expressar equilíbrio…

A aparência é uma forma poderosa de manifestação da realidade. Há profunda relação entre a forma como vemos  as  coisas e os julgamentos que delas fazemos. Talvez por isso, a apresentação pessoal seja considerada condição valiosa  por quem deseja projetar uma imagem positiva do seu  jeito de ser e estar no mundo. E tal valorização não é fortuíta. A forma como percebemos as coisas é forte condicionante do jeito como reagimos às situações e firmamos escolhas.

Você já deve ter ouvido muito as frases: ‘A primeira impressão é a que fica’, ‘O hábito faz o monge’ ou ‘Ninguém tem uma segunda chance para produzir uma primeira impressão’. Elas traduzem a força da aparência como fator de influência nos nossos julgamentos, dizem da interferência do visual  como fator de inserção  e prestígio social.

Existem, inclusive, profissionais que ajudam as pessoas a expressarem uma imagem que as associem a signos de poder, competência e  as levam a transparecer  uma identidade que abra portas para a ampla aceitação social.

E é inútil negar que a aparência que revelamos interfere na forma como nos inserimos socialmente. Somos seres estéticos, somos atraídos por tudo que revela  proporção, equilíbrio e harmonia.

Quem já não viu alguém se arrumar, olhar no espelho e dizer: “Estou vestido para matar!”, “Vou arrasar !” , ou “Com essa roupa, vou conquistar o mundo!”. É isso mesmo. As vestimentas são escolhidas para marcar nossa presença. Firmar território. Estabelecer força ou condição em determinado grupo social. Nas guerras, a farda é fundamental para imprimir respeito ao adversário. No mundo do trabalho os uniformes são declarações de status ou condição de quem os usa.

A força da aparência como forte condicionante da aceitação social, entretanto,  não exclui a necessidade de enxergá-la como fator indissociável da atitude e da existencia de cada um.

Uma aparência de sucesso não se firma e permanece se está aliada a atitudes derrotistas, egoístas ou destrutivas. Nem constitui, sozinha, a base para uma existência significativa, consistente, capaz de dar sentido às nossas vidas.

Na filosofia, o sentido de aparência está irremediavelmente ligado a uma contradição fundante: a aparência é o que revela ou o que esconde a realidade? Para Parmênides, o filósofo pré-socrático que estudava a permanência como condição de verdade, a aparência traz a verossimilhança e assim é portadora da verdade. Platão também admite uma relação de semelhança entre aparência e verdade. Mas para Aristóteles a aparência pode ser tão verdadeira quanto falsa.

Apesar do grande passo dado por Aristóteles no sentido de não termos somente a aparência como critério de verdade, na modernidade, ela ganhou força e se revalorizou. Nesse sentido, Hobbes, filósofo moderno dizia: “De todos os fenômenos que nos circundam, o mais maravilhoso é o parecer”.

Esse breve passeio pelos jardins filosóficos é somente para ilustrar que a aparência não é uma questão simples de ser examinada. E por que a verdade não anda por apenas um caminho é preciso alargar as veredas do nosso percurso para  enxergarmos uma paisagem mais reveladora.

E a reflexão tecida até aqui tem por objetivo, exatamente, elastecer o horizonte para além da aparência sem negar a sua força. A apresentação pessoal compõe nossa presença no mundo, mas não a esgota.  Nossa presença se firma pela associação sinérgica de três elementos: aparência, atitude e existência. E somente atribuindo a cada um desses elementos, sua verdadeira estatura é possível ultrapassar a visão da aparência como algo superficial, definitivo e enxergá-la de uma perspectiva mais integral, ou seja, defini-la como  mais um componente fundamental de nossa presença no mundo, mas que não a expressa em sua plenitude.

Em que espero nos miramos?
Em que espelho nos miramos?