O que faz de alguém um ser admirável?

Garota diante do espelho obra de Picasso

Ver e conviver

Há tantas respostas para essa questão quanto há tipos de pessoas.

Mas é possível resumir essa variedade em um núcleo de qualidades que tem levado seus detentores a causar admiração: amor, saber, beleza, fortuna.

Em cada época, esses atributos se expressam de jeito diferente, mas parece não haver dúvida: eles atraem admiração. E como na base da aceitação social há algum nível de admiração, de um modo ou de outro, buscamos o que pode nos tornar pessoas admiráveis.

Mas, tornar-se alguém admirável exige esforço, por isso, todos queremos diminuir caminhos para alcançar metas. Talvez sejamos como Lóri, uma personagem de Clarice Lispector. No livro Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres, ela deseja ardentemente ser amada, mas quer ir direto ao ponto certeiro.

No livro, a narradora diz sobre Lóri: ‘Não era à toa que ela entendia os que buscavam caminho. Como buscava arduamente o seu! E como buscava com sofreguidão o seu melhor modo de ser, o seu atalho.’

É nessa busca que vamos vida afora. Uns mais perdidos, outros mais orientados, mas, de um jeito ou de outro, o que nos marca como seres com histórias em comum é o desejo de ser aceito no clube de pessoas admiráveis ou, pelo menos, das não rejeitadas.

Eu diria que um bom atalho para ‘entrar no clube’ é observar pessoas admiráveis. Aproximar-se delas. Reconhecê-las com humildade e sem medo de parecer inferior.

A receita é antiga. Na Idade Média, os aprendizes “colavam” nos mestres de ofícios para aprenderem sua arte e até superá-los. Os alunos de Hipócrates, o pai das artes médicas, não desgrudavam do hábil professor. Os discípulos de Sócrates o rodeavam como andorinhas em volta do entardecer. As jovens mulheres do Oriente observavam suas mães e avós na arte de seduzir e manter um esposo conforme os costumes. Já os jovens chineses acompanhavam os pais para se tornarem exímios plantadores de arroz.

A história é pródiga em exemplos de como a proximidade com pessoas admiráveis pode ser benéfica. Mas se é assim, então, por que nos afastamos cada vez mais dessa receita milenar?

O individualismo, a ambição exagerada, a pressa e o afrouxamento dos valores têm nos castrado como seres que aprendem pela imitação. Estamos sempre em disputa por algo concreto ou pelo simples prazer de competir, e isso parece ter virado hábito inevitável. Não que a competição seja ruim em si mesma. É que aprendemos um jeito de disputar que exclui o reconhecimento do outro. Esquecemos que a competição é apenas uma forma de sociabilidade, mas não a esgota.

Admirar, na sua origem etimológica, vem das partículas ad e mirar. Ad significa aproximação no tempo e no espaço. Mirar é originado de mires e quer dizer: digno de contemplação. Então, admirar é se aproximar do que é merecedor de ser visto e contemplá-lo para apreender seu  valor.

Já a palavra inveja deriva do latim invidus significando inviso ou que não pode ser visto. Assim, a inveja é o sentimento de desgosto ou pesar pelo bem do outro que nos impede de enxergá-lo.

A admiração é um princípio filosófico. Os filósofos dizem que é impossível conhecer sem admirar. Os homens se interrogam somente sobre o que admiram. Nesse sentido, o invejoso é o contrário do filósofo, pois é incapaz de contemplar a quem inveja.

A presença do invejado dói. É duro demais para ele admitir que o outro é mais, sabe mais, tem mais, ama mais ou é mais feliz. O que lhe resta é ‘cegar’, ou seja, afastar-se ou hostilizar o objeto de sua inveja.

A questão é que ao fugir do outro, ele se condena a não aprender com ele. No medo de confrontar-se com o invejado, ele esquece que pessoas invejáveis são, em geral, pessoas admiráveis. Perde de vista que pessoas admiráveis podem ensinar atalhos. E assim, vai tateando no escuro.

Para o invejoso, parece haver um elo direto entre o sucesso do outro e o fracasso dele próprio.

Um velho provérbio diz: ‘é mais fácil sentir piedade do coitadinho do que reconhecer o êxito do capaz’. É duro admitir, mas praticamos muito tal máxima. Esquecemos de que uma noite estrelada é mais bonita do que um céu de única e ofuscante estrela. A inveja é um afeto inerente ao homem. Todos em um momento ou outro a sentem. Contudo, precisamos ficar vigilantes sobre como é vivenciada.

Você deve estar se questionando se esse texto é sobre admiração ou sobre inveja. É que é quase impossível falar de seres admiráveis sem fazer referência ao sentimento de inveja que eles provocam. Então, como lidar com esse afeto tão humano e com repercussões tão negativas?

Podemos aprender com o seu oposto: a admiração. É possível adotar atitude de aproximação humana e fazer exercícios de admiração. Como?

Para ultrapassar a inveja e viver a admiração, há que se: não afastar de pessoas por preconceito; reconhecer; elogiar os méritos alheios; ter prazer em conviver com as diferenças; ter abertura de espírito para ultrapassar sentimentos hostis, que às vezes nos acometem por motivos banais; não considerar o sucesso alheio uma ameaça.

Além dessas lições, podemos, outra vez, pedir emprestada a sabedoria instintiva de Clarice Lispector. Naquele livro, Lóri tem um insight que encerra a compreensão da interdependência humana.

Essa compreensão é a primeira e fundamental lição para quem quer viver sabiamente o sentimento da admiração. A conclusão de Lóri nos diz: “Sabia de uma coisa: quando estivesse mais pronta, passaria de si para os outros, o seu caminho era os outros. Quando pudesse sentir plenamente o outro estaria salva. E pensaria: eis o meu ponto de chegada”.

A lição de Lóri é perfeita tradução da aprendizagem que vem da admiração.

Perceber o outro como fonte de amorosidade e saber. Este é um ‘passo certeiro’ para ser emocionalmente estimulante, renovador dos próprios afetos e dos que estão próximos.

Um grande passo para ser, enfim, alguém admirável.

Inveja ou admiração?

39 comentários sobre “O que faz de alguém um ser admirável?

  1. VERA SALGADO disse:

    É LIDU, POR ISSO É QUE SEMPRE ME APROXIMO DAS PESSOAS INTELIGENTES, SÁBIAS, HUMILDES E ALEGRES COMO VC.
    FIQUEI ENCANTADA COM O TEXTO: “O QUE FAZ DE UMA PESSOA UM SER ADMIRÁVEL”.
    NÃO HAVIA COMENTADO ANTES, PORQUE NA HORA QUE ESTAVA LENDO, MEU FILHO CHEGOU COM MINHA NETINHA (MINHA PRINCESINHA).
    FICA COM DEUS E QUE ELE SEMPRE A ILUMINE.
    CHEIRÃO.

  2. neusa disse:

    Oi Lidu !!!
    Estou admirada com você. Maravilhosa!!!
    Um provilégio ter convivido a semana do FPEC em Brasilia e ter você e Beiga com educadoras. beijos

  3. Iramar Fernandes Xavier disse:

    5. Iramar -01/09/2009

    Oi Lidu! Boa Noite!
    Tudo de bom p/você.
    Gostei de ter lido e relido O Que Faz de Alguém um Ser Admirável
    Parabéns!

  4. Sergio Cartaxo disse:

    Oi Liduina,
    Acabei de receber o seu e-mail e já comecei os trabalhos de leitura. Dei uma olhada geral no blog e vi que tem muita coisa legal para ler.
    Quanto aos comentários desta primeira leitura eu te digo uma coisa: li, gostei e fiquei morrendo de inveja. (muitos risos!!!). Você tem razão todos nós temos inveja, mas devemos transformá-la em admiração.
    Beijos!
    Serginho

  5. Salve Liduína,
    Paz e Bem !!!!!
    Parabéns pelo blog….
    Realmente a inveja é a raiz de de todo o MAL… dá inveja nasce o egoístmo, a ambição, a perseguição, ódio, a ganância, o crime, a morte espiritual ou vários tipos de morte.
    Caim matou Abel por inveja. José do Egito foi vendido como escravo pelos irmãos por inveja dos mesmo.Em toda a História da Humanida-
    de a INVEJA sempre foi a causadora do MAL.É o sentimento que ninguém confessa, é dissimulado, oculto… daí o grande perigo.
    Ninguém se manifesta que é invejoso.Quando diz:”é inveja boa”,isso não existe. INVEJA É INVEJA é um mal.

  6. Dirleg Paigel disse:

    Lidú,
    Que lindo !!!! Parabéns pelo Blog !
    Vou seguir o conselho do atalho, o de obeservar e aproximar de pessoas admiráveis. Você é uma destas pessoas que crescemos quando desfrutamos de sua companhia.
    Foi gratificante ter trabalhado com você aqueles dois dias em Vitória. Pena que foi pouco tempo, mas o suficiente para ver a beleza de pessoa que és e criar um laço de amizade que não quero perder de manneira alguma e sim alimentar para tornar mais forte.
    Abraço grandão ,
    Dirleg

  7. Zé Geraldo disse:

    Lidu,
    Que legal este seu texto. À medida em que o leio, parece que ouço as suas palavras, uma a uma, puxando estas reflexões tão profundas e tão simples.
    Gostei muito desta perspectiva de abordar o sentido das coisas para frente e para cima. Creio que isto faz toda a diferença, uma diferença que, afinal, é o que pode nos redimir e nos embalar nesta nossa aventura rumo a uma humanidade mais fraterna e acolhedora.
    Obrigado por compartilhar conosco este seu lado poético e filosófico.
    Grande abraço. Zé Geraldo

  8. Maravilhosa esta luz que torna as coisas singelas. Só trocaria a palavra “atalho” por “acerto”. Carregamos todas nossas determinações. Vamos mesmo é nos lapidando. Quando acertamos, o fardo se torna mais leve, pois que a graça/amor é a fonte de validade de tudo. Abraços do “Othon da Viola”. (www.myspace.com)

  9. Paulo de Tarso disse:

    Amiga Liduína,

    Impressionante, como viajamos e experimentamos, lendo seus textos. Admiro, admiro mesmo, a sua maneira de conduzir este veículo, que nos permite chegar a tão longe. Podemos refletir para mudar, também podemos bloquear a inveja(este é o lado positivo). Eu sempre opto pela admiração e sou feliz assim, ma sempre é bom reforçar.
    Mais uma vez, muito obrigado pelo texto.
    Um forte abraço.
    Paulo de Tarso

  10. Ana Carla Madalena disse:

    Passei por aqui, infelizmente sem tempo, mas já percebi que seu blog é tudo de bom… parabéns!

    A gente se vê por aqui….em breve! 😉

    Bjooooooooo

  11. suzana disse:

    Li,
    Principalmente quando fala da inveja e o quanto isso prejudica a convivência e florescimento humano. Refletir sobre tudo isso é parti para um futuro mais admirável.

    Parabêns! Amei.

  12. Gardenia Barbosa disse:

    Olá Lidu!

    Quase escuto tua voz enquanto leio o que vc escreve! É ,muito bom estar próxima a vc novamente! Adorei o blog! Bjos.

    • Antonio MENDES Silva disse:

      Lidu,

      Simplesmente MA-RA-VI-LHO-SO. Que texto. É por isso que ADMIRO você e, quem me dera, chegar ao seu nível um dia.
      Vou repassar aos amigos.

  13. Ednair disse:

    Liduína,

    Estou admirada com o que você escreve: este é o segundo que leio e me sinto encantada com o poder que tem de utilizar as palavras certas.
    Cada parágrafo nos faz refletir profundamente sobre nossas atiudes perante o próximo e como o vemos.
    Um grande abraço,
    Ednair

  14. Elieuza disse:

    Pois é Lidu, lembrando de pessoas admiraveis passou-me pela mente Madre Tereza de Calcutá, Gandhi, Irmã Dulce… por sua persistencia, determinação, altruísmo, amor ao proximo. Pessoas que dedicaram sua vida a servir. Então, ao mesmo tempo que as admiro, fico triste (ou é inveja?) por não ter a mesma força de vontade deles, o mesmo desprendimento, o mesmo despojamento…??

  15. Carlos Henrique disse:

    Lidu,
    excelente o “balanço” que você faz entre admiração e inveja! Parabéns! Muito lúcidos os caminhos para lidar com o sentimento… Gostei também da abordagem do mundo atual, no qual a competição se torna tão ferrenha que nos esquecemos da admiração, de cultivar os “gurus”… Quando olhamos para nossa própria história, quantas pessoas e quantos profissionais nos deram sua sombra para crescermos?

  16. Ivar disse:

    Lidu, muito bacana o seu texto. É oportuno. Enriquece. Gostei muito quando você diz: “perceber que os outros são grandes fontes de amorosidade e aprendizado”. Grande abraço.

  17. Priscila Coelho de Azevedo disse:

    Querida Lidu,

    Tive o prazer de ter você e o Volgano como educadores no curso FPEC, em Vitória – ES. Lá já pude incluí-la na minha lista de pessoas admiráveis. Realmente pensei: “quero ser igual a ela, quando crescer”. E, este blog, é uma oportunidade de, ainda que virtualmente, conviver com você e continuar aprendendo… muito!

    Obrigada por compartilhar!

    Abraço grande, Priscila

    P.S.

    “Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem.” (Salmo 139.14)

    Somos obras de Deus, que Ele nos ajude, cada dia, a sermos pessoas admiráveis!

  18. kelly disse:

    Lidu, é sempre uma delícia ler o que você escreve, e suas mensagens chegam sempre na hora certa!
    Para uma das pessoas mais admiráveis que já conheci, um abraço forte e um beijo carinhoso.
    Kelly

  19. Ana Carla Madalena disse:

    Perfeito Lidu!
    Adorei…. engraçado que me fez pensar como me comportei, quais foram minhas atitudes diante determinadas pessoas ou situações… o resultado foi positivo. Me fez entender tb o porquê de me achar diferente de outras pessoas; da grande maioria na verdade….NÃO MELHOR QUE NINGUÉM, DIFERENTE.
    Sempre elogio, sempre dou um jeitinho de fazer com que alguém se sinta importante(pq na verdade, como dizia John Dewey, o mais profundo dos filósofos da América, a mais profunda das solicitações na natureza humana é “o desejo de ser importante”… que para nosso Freud é “o desejo de ser grande”. Essa é uma das ferramentas que carrego comigo… e um dos motivos que talvez atraia admiração. Isso é tão importante, a forma de tratar as pessoas, que acho até que “muitas pessoas ficaram doentes em função do desejo de conquistar simpatia e atenção, e desfrutar um ar de importância… que muitas vezes algumas pessoas tornam-se doentes PARA ENCONTRAR NA TERRA DOS SONHOS DA INSANIDADE A CONSIDERAÇÃO QUE LHES FORA NEGADA NO ÁSPERO MUNDO DAS REALIDADES.”

    “Pensemos nisso!” 😉

    Bjoooo

  20. Audízio Xavier disse:

    Prezada Liduína,

    A inveja é um sentimento mais comum do que imaginamos. A melhor forma de conhecer o(a) invejoso(a), é contarmos uma boa notícia a nosso respeito. Quando o nosso interlocutor não dá a menor importância ao fato, é porque se incomoda com o nosso sucesso. Fico feliz por eu e você sermos pessoas que se admiram mutuamente. Acredito que a inveja não é um sentimento em que se está, mas sim aquilo que se é. Assim como tudo que aprendemos na infância, também, somo ensinados a admirar as pessoas que estão felizes por qualquer motivo.

    Um abraço!

  21. Corina Castro e Silva disse:

    Oi, Lidu!
    Que belo texto! Realmente, faz pensar…
    Transformar a inveja em admiração também é uma arte difícil de se alcançar porque exige maturidade, exercício diário de autoreflexão e de desprendimento. Desprender-se de rótulos e desejos heterofundados é o desafio de qualquer HUM-mano que quiser passar pela vida sem desperdiçá-la, mas, infelizmente, o que vemos é que cada vez mais se valorizam as aparências, em detrimento do SER que realmente todos nós SOMOS.
    Um forte abraço e a minha admiração pra você!

  22. Bebé disse:

    Querida Lidu,
    é muito bom ler teus textos, são sempre momentos de boas e necessárias reflexões.
    Parabéns!
    beijos carinhosos,

  23. REGINA ESTELA BONFIM disse:

    Salve, Lidu !
    Saúde e Paz !!!!!
    Obrigada pelos textos que nos levam à reflexões.
    É muito bom nos espelharmos em pessoas admiráveis, e admirá-las também.
    Já a “INVEJA” é coisa do MAL, é perniciosa. Vem do latim invîdîa,ae ‘malevolência, antipatia,hostilidade,ódio,rancor,ciúme’. Invîdus,a,um ‘invejoso,ciumento’. Inviderêre ‘lançar mau-olhado, ser malévolo, querer o mal de alguém…
    As pessoas falam muito em ” inveja boa”, acho que isso não existe. Inveja é inveja. É o sentimento mais dissimulado, disfarçado que existe. A maioria das pessoas não assume que o tem.
    Caim matou Abel por inveja. Os irmãos de José do Egito o venderam como escravo por inveja. E assim caminha a humanidade sempre com muita inveja. Nela está a raiz de todo pecado.
    Fraternal abraço

    Regina Estela Bonfim.

  24. Judith Nemirovsky disse:

    Oi Lidu,
    Seu texto é maravilhoso.Foi um prazer ler.
    Para refletir durante a vida.
    Tb fiquei pensando na inveja, na dificuldade de ver o outro bem ou de ver o bem do outro?
    que a gente possa se encontrar e conversar muito.
    bjs.

  25. Liduína, como sempre, seus textos são de grande valia, orientação, reflexivos… Sobre a inveja, concordo com vc em gênero, grau, número e substantivo… Parabéns! Estarei sempre aqui, acompanhando e bebendo da sua sabedoria! Você é uma mulher iluminada!!!! Beijão

  26. Ednair disse:

    Oi, Lidú!!! Estava lendo seu texto e refletindo sobre suas palavras: imagino que na busca desenfreada pela conquista de algo, penso que ao utilizar o atalho, muitas vezes a pessoa deixa de pensar sobre o porquê daquela necessidade, se é que ela realmente tem necessidade daquilo que a faz correr contra o tempo. Com isso, as coisas belas que acontecem ao redor dela passam despercebidamente, deixa de admirar o que tem de bom ao seu redor e de aprender com o outro.
    Parabéns pela leveza que possui em utilizar tão bem as palavras.

  27. Ângela disse:

    Lidu amada!
    Um texto seu, “recheado” de Clarice… é o máximo!!! Beijo grande, com saudade maior ainda!

  28. Gaby disse:

    Oi Lidu! Muito obrigada pelo texto. Não é à toa que vocé é essa pessoa admirável que eu nao canso de contemplar. Obrigada pela sua existência. Graças a esse espaço virtual eu consigo me sentir próxima de você e de tantas pessoas que admiro.

    • Liduina Benigno disse:

      Gaby,
      Você é um modelo de pessoa íntegra e sensível. Antenada aos grandes desafios da humanidade. Você é uma pessoa admirável. Beijo.

  29. Bruno Benigno disse:

    Gostei muito. Admiramos pessoas que possuem algo que não temos, isso gera um desejo pela falta que sentimos em virtude dessa ausência, desse vazio, o que pode ser uma boa, uma cobiça, um felicitação, um sentimento positivo como o amor de mãe pelo filho, o orgulho pelo outro, o que é um sentimento raro nos dias de hoje, que exige uma entrega, um sentimento de admiração simplesmente pela qualidade do outro. Mas na pratica, o mundo do desejo, da vontade desmedida, da visão sempre do eu, do desejo ilimitado, da competição, o que o outro possui e que não possuímos pode trazer um desconforto, uma cegueira, uma inveja, negativa pelo fato de uma pessoa admirável revelar em nós uma fraqueza, uma falha, uma inveja. Por isso é mais fácil odiar do que amar. A gratidão pelo outro revela que somos devedores. Por isso é comum dizer que é mais fácil conviver com uma ofensa alheia do que com uma grande dívida. Acho que para superarmos essa tendência do ser humano, temos que aprender com o outro e nos despirmos de qualquer sentimento de dívida, de culpa para com o outro, e entendermos que se alguém fez algo por nós foi porque pode fazê-lo e porque merecemos tal favor, aprendizado. Ademais, temos que nos conformar com a nossa incompletude, entender que a comparação com o outro pode trazer infelicidade, e que a existência de qualidade nos outro que não ostentamos pode nos trazer a motivação para continuar vivendo, evoluindo como pessoa, mas sem esquecer que tal busca pela evolução não pode ser um desejo ilimitado sempre por mais, pois esse mais após ser alcançado pode gerar um vazio depois, e que o mesmo apenas será contido com o sentimento de contemplação sem maiores expectativas, e ciente das nossas limitações.Beijos.

    • Liduina Benigno disse:

      Bruno,

      É isso mesmo! Você captou e expressou de forma mais
      objetiva o que andou no meu pensamento.
      Beijo e obrigada pelo comentário.

  30. Zé Filipe de Souza disse:

    Lidu, foi ótimo reencontrá-la e melhor,ainda, poder desfrutar dessa maravilha de cultura que reside em você. Aqui você disse, com muito riqueza de argumento, tudo que o ser humano precisa ser, de fato um ser admirável.

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