Os exemplos iluminam...
Os exemplos iluminam…

Examinando a trajetória de pessoas notáveis é perceptível o fato de essas personalidades reverenciarem biografias exemplares e nutrirem reverência aos mais velhos como fonte de exemplos. E a fidelidade aos ideais dos antepassados e orgulho do legado das lutas e sacrifícios dos ancestrais é outra marca dos que buscam construir uma história de vida digna de deixar à sua descendência, exemplos edificantes.

Saber se apropriar da inspiração e da força que vêm dos grandes exemplos, tudo indica, é signo e fonte de sapiência.

Não é fortuito que a humanidade no momentos críticos ou dilemáticos tem invocado o modelo (mais…)

O que é um troféu?
O que é um troféu?

A palavra troféu, expressão de origem grega, era utilizada pelos helênicos  em referência aos despojos ou pertences dos inimigos vencidos, tomados pelo vencedor para ratificar a vitória. Hoje, o vocábulo dá nome à taça ou objeto dado ao vencedor como reconhecimento concreto de um feito.

O troféu nos evidencia. Independente da empreita a que se dedicam, as pessoas buscam, além de sucesso e fortuna, estar em evidência. Ser visto como alguém destacado dos demais parece ser um valor em ascensão. Aparecer.  Ser laureado com distinções é cada vez mais valorizado.

Mas, sendo o troféu apenas um objeto, por que representa tanto como (mais…)

Van Gogh
A necessidade de olhar além…

Começa a noite de domingo. E em algumas  pessoas vai se instalando uma ansiedade difusa.  Certa desesperança quanto ao que traz o novo ciclo. E parece cada vez mais comum esse desassossego ante o prenúncio da nova semana.

Mas se a segunda-feira é recomeço, um ciclo que se abre em desafios e possibilidades, essa perspectiva sombria não parece sem sentido?

É natural que, de vez em quando, experimentemos certa apreensão frente a um tempo novo. Ás vezes,  somos acometidos de sentimentos de  (mais…)

                  Os propósitos nos inventam

Todos nós acreditamos que vivemos uma vida com propósito.

E essa suposição faz sentido. Sem acreditar que nos movemos por algo e para algum lugar, caímos imobilizados ou pairamos sobre a existência sem firmar autorrealização.

O propósito de vida é um direcionador macro que amplia o campo do pensável sobre que biografia queremos escrever. Podemos dizer que o propósito de vida é como um mapa que nos situa na própria existência e nos leva a definir objetivos e metas na direção do futuro.

A consciência do propósito pessoal é que leva à identificação do que se quer construir e nos permite visualizar o quanto de dedicação, esforço, tempo e energia é necessário.

O conceito de propósito é amplo, mas é possível firmar um propósito de vida de forma realística, a partir do levantamento de aspectos cruciais da identidade pessoal, tais como: interesses e aspirações, crenças, competências e valores.

Há quem diga que temos apenas um propósito, ser feliz. Mas isto é muito vago para permitir-nos definir objetivos, metas e planos de ação que materializem realizações. Afinal, quando dizemos que o propósito é a felicidade pessoal, como reconhecer o que nos faz felizes?

Uma saída pode ser extraída da visão de Lao Tsé, o mestre da filosofia oriental. Ele dizia que as grandes coisas são a soma das pequenas; da mesma forma podemos pensar no propósito de vida como a soma de objetivos menores e identificáveis.

Assim, ao pensar no que lhe faz feliz, você pode perceber que cultivar amigos é que lhe dá satisfação e a partir daí, poderá definir objetivos e metas que o aproximem do propósito maior que é ter uma rica sociabilidade, pelo cultivo de grandes amizades.

Muitas frustrações são produzidas não pela ausência de realizações, mas pela percepção do que foi feito como sendo incoerente com os objetivos previstos. Vamos nos movendo por desejos difusos que surgiram como inquietações passageiras. Estamos sempre ocupados e não produzimos o que queremos.

Para romper com esse ciclo vicioso, é preciso conhecer o que está por trás dos desejos e assim, dar consistência à vontade.

O fato é que para materializar realizações, é necessário sabermos o propósito existencial que nos orienta. Nesse sentido, podemos dizer que sem o requisito da autoconsciência, é impossível focalizar ações coerentes e produtivas.

Enfim, o propósito de vida é a nossa utopia. Uma utopia não encaminha soluções, mas sem ela não enxergamos sentido e nos movemos como viajantes perdidos; sem esperança de chegadas felizes. O propósito é o grande inspirador; é como as estrelas no firmamento. Podemos não alcançá-las, mas precisamos nos inspirar com o seu brilho.



Persistencia da memória Salvador Dali

Ter um núcleo sistemático de ações para organizar o dia

A rotina é o núcleo sistemático de ações eficientes que mantemos com o objetivo de conquistar o estilo de vida que desejamos e validar o que somos.

Esse conceito mostra-nos que a rotina em si não é algo negativo, mas a despeito disso, costuma ser vista como algo tedioso e obstáculo à felicidade.

A causa de tal estigma vem da crença de que a rotina é mera repetição de ações descuidadas e desordenadas ou de atos sistemáticos, tediosos e mantidos apenas pela força do hábito, mas que nada acrescentam.

A rotina é vista, em suma, como um hábito maçante e improdutivo.

Tal credo alimenta uma ‘profecia autorrealizadora’ que empobrece o cotidiano, ou seja, agimos para confirmar essa crença e, assim, cuidamos pouco do que fazemos no dia a dia, agimos sem reflexão e sem desejo de aprendizagem contínua.

Dessa forma, seguimos esquecidos de que é no cotidiano que forjamos e acumulamos experiências e que é pela experiência que desenvolvemos habilidades, conhecimentos e firmamos atitudes.

Repare com atenção e verá que na sucessão dos dias de qualquer pessoa, por mais dinâmica que ela seja, há um núcleo de atos básicos de manutenção da existência. Observe que quanto mais essas ações cotidianas forem bem conduzidas, mais haverá  espaço para a experimentação e a criação da novidade e do inédito.

Realizar o que precisa ser feito da melhor forma, aliando ação e reflexão. É assim que acumulamos a experiência benéfica que alimenta a melhor ação. A pessoa experiente não é a que segue o pragmatismo imerso no imediatismo das ações irrefletidas; mas quem percebe em cada pequena tarefa o seu sentido maior.                         

Somos o resultado do que fazemos. Quase tudo advém daí. As ações nos expressam. Assim, cuidar do cotidiano tem efeito energizante sobre todos os demais aspectos da vida.

Sair da rotina é ótimo. Uma rotina rígida e neurótica traz tédio e outros males que provocam infelicidade. Mas um cotidiano organizado, além de ajudar a ganhar tempo para coisas que consideramos substantivas à autorrealização, pode proporcionar momentos doces e inspiradoras surpresas.

Tudo começa do começo. Então, na hora de acordar, pise no chão com firmeza e abra as janelas da alma para um dia decisivo, pois não há dias banais para os que sabem o valor do cotidiano.