Conhecer é o desejo mais  pulsante do homem.

Aristóteles, o sábio grego, ensinava que ‘O homem deseja ardentemente conhecer’. Para ele, conhecer é vocação humana. Entretanto, podemos afirmar mais. Devemos reconhecer que o concurso do conhecimento é imprescindível à atuação humana  sobre a realidade para adequá-la aos requisitos da sobrevivência.

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O que é ser um leitor?

Há inúmeros critérios que definem quem pode ser considerado um leitor. Para o senso comum, o leitor é alguém que pode ler e faz uso dessa faculdade quando tem vontade ou necessidade.

Mas, há critérios técnicos para conceituar um leitor. Os institutos e clubes de difusão da leitura costumam ter parâmetros quantitativos para estabelecer suas próprias definições. O Instituto Pró-Livro, por exemplo, adota um critério quantitativo e considera leitor toda pessoa que leu pelo menos um livro, inteiro ou em partes, nos três últimos meses.

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O que é um livro intransponível?

É todo livro célebre que gostaríamos de ler, mas desistimos da leitura, por falta de disposição para ultrapassar as centenas de páginas que nos separam do seu ponto final.

E a razão para que os leitores rotulem essas obras de intransponíveis é a crença de que um livro volumoso é necessariamente tedioso.

É como se o livro extenso ao invés de anunciar uma grande obra proporcionada pela genialidade do autor, antecipasse sua incapacidade.

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Em 2021, eu olharei para o tempo como alguém que olha para o par perfeito de mãos estendidas diante de si; descansarei depois de cada justa e inevitável luta; abraçarei as gentes todas que a vida me presenteou e presenteará. Sem elas não há rumo ou ar.

Enxugarei as lágrimas sempre que, mesmo me consolando, elas teimarem em banhar meu rosto que não se rende a tristezas vãs.

Em 2021, avançarei, apesar do que me atingir e ficarei embriagada de felicidade quando eu puder construir algo, ajudar alguém, pensar, escrever, ver um dia nascendo cheio de promessas ou simplesmente saber que qualquer ato ou palavra minha esteve a serviço da felicidade de alguém ou pelo menos ajudou a amenizar um fardo.

Esse ano quero honrar cada vez mais os rostos amigos que estão perto de mim, meus companheiros mais próximos de minha jornada na terra.

Em 2021, eu quero. E espero que minha vontade seja alegre e justa. Não apenas para mim, pois tudo que é bom pode ser compartilhado.

Enfim, olharei para 2021 como quem olha para um tempo de fé e ressurreições.

Contagem regressiva para acabar 2020.

Três dias para a virada. Penso no cansaço do que vivemos em 2020 e espreito o que o novo ano trará de esperança.

Acho que 2020 também está cansado. Exausto como um moribundo de muito sofrimento e pouca esperança.

Mas quero acalantar em minha lembrança esse ano pandêmico, quero consolar-me de viver nesse país que além de enfrentar os desafios sanitários, ainda está sob tutela tão negligente e muitas vezes desvairada.

Então, reafirmo que apesar do que foi difícil, eu acalanto e consolo 2020 e digo-lhe: vai tempo, segue seu caminho, afinal você não tem culpa se infectamos suas horas.

Ficaremos bem, pois ainda existem as crianças, as boas almas e os que enxergam quando todos perdemos a visão. Ainda temos salvação, pois por boa sorte, ainda contamos com as pessoas que plantam; as que curam; as que limpam; as que salvam as florestas e os bichos incendiados pela ganância.

Ainda bem que nos restam ainda, para nossa fortuna, as pessoas que ensinam e as que rezam sem apego a diferença de religiões, mas com o tempero da fé que abraça, acolhe e respeita.

Ainda bem que ainda existem os artistas que criam sonhos para sonharmos acordados e há, sobretudo, os poetas que não deixam a beleza morrer. Sim, 2020, você pode ficar ainda o que lhe resta de reinado.

Agradeceremos o presente de 365 dias e procuraremos aprender de suas lições.

Mas, depois segue, respira e deixa 2021 com a ousadia, a coragem e a boa fé próprias dos jovens e o discernimento da velhice. Deixa 2021 chegar e, principalmente, deixa-o ser um tempo de oxigênio e bondade.