Sobre Livros e Sebos

Livros como obras de arte.

Há quem diga que frequenta sebos para comprar livros baratos.

Mas, que tal desinstalar esse conceito e ver mais de perto a experiência de visitar sebos?

Ler é mais que extrair letras de um suporte inerte. Ler é apreciação do livro como objeto rico de sentidos. Mais que experiência táctil e cognitiva, a leitura é vivência emocional e sensível.

Nos sebos, existe uma atmosfera própria com cheiro de passado que inflama a sensibilidade e as emoções, nos convidando a experiências quase feéricas. Há uma aura que favorece a apreciação do livro a partir de significados mais ricos do ato de ler.

Parece que nos sebos, ficamos mais suscetíveis à captação desse sentido simbólico da realidade: uma velha e pisada escada em caracol no corredor da loja pode ser imaginada como passagem secreta que levará a alguma torre dos castelos encantados típicos dos livros de Tolkien. Uma poltrona gasta jogada num canto, para leitores impacientes ou mais exigentes, nos transporta aos ambientes dos enredos familiares presentes nos livros de Jane Austen, Helena Morley ou A.J.Cronin.

O fato é que, para além da função comercial, os sebos são lugares onde, fora do acelerado mercado editorial, livros que seriam descartados são transformados em objetos que sobrevivem aos seus editores e leitores.

Então, gosto de pensar nos sebos como abrigos de tesouros.

Nos sebos, temos acesso a obras indisponíveis no mercado: edições de caráter comemorativo; encadernações peculiares e capas preciosas; edições esgotadas; obras prefaciadas por críticos, cuja análise primorosa chancela o seu valor; edições limitadas; obras institucionais não vendáveis; livros de circulação restrita; obras primas de autores esquecidos e, ainda, autores despercebidos em vida que, postumamente, viram clássicos.

Além desses casos, há um tipo de livro só encontrado nos sebos. Costumo chamá-los de ‘livros biografados’.

Considero livros biografados, os exemplares que trazem nas suas páginas testemunhos de que o leitor interagiu com o conteúdo da obra por meio de: dedicatórias; anotações que revelam insights; lembretes nas laterais das páginas; símbolos que mapeiam o itinerário cognitivo da obra e da compreensão do leitor; rabiscos que confidenciam emoções; assinalamentos que demarcam desejos e temores, etc.

Essa interação  com o conteúdo da obra deixa digitais do gosto literário e das características do leitor que funcionam como verdadeiros registros biográficos.

Existem também os livros que parecem feitos para os sebos.

As coleções de clássicos e os volumes polpudos que pela gloriosa história foram transformadas em ‘entidades literárias’ são exemplos desse tipo de livro que leva o leitor aficionado a preferir as folhas amareladas datadas pelo uso, as capas duras com filigranas douradas aos exemplares das reedições.

Alguns livros que li, comprados em sebo, deixaram a sensação de que se fossem novos não trariam o mesmo arrebatamento provocado pelos surrados exemplares. Lembro-me de alguns desses títulos:‘Crônica da Casa Assassinada’ de Lúcio Cardoso; ‘Ninho de Cobras’ de Lêdo Ivo; ‘Aves de Arribação’ de Antônio Sales; ‘Os Cavalinhos de Platiplanto’ de J.J.Veiga; ‘A Casa’ de Natércia Campos; ‘Últimas Cigarras’ de Olegário Mariano,‘Os meninos da Rua Paulo’ de Ferenc Molnár e ‘Labirinto de Espelhos’ de Josué Montello.

Nas obras antigas, só achadas nos sebos, as ilustrações são um espetáculo à parte (quem as suprimiu dos romances não sabe o prejuízo causado ao livro como objeto de arte). Ler Dom Quixote sem as ilustrações de Gustave Doré ou Gerhart Kraaz, por exemplo, deixa uma sensação de incompletude da leitura.

Frequentar livrarias e adquirir livros cheirando à novidade, saber o que escreve a criatividade dos novos autores ou que clássicos foram reeditados é uma experiência inestimável à formação e ao prazer do leitor, mas nada substitui a descoberta de relíquias, num ambiente que nos transporta à viagem mágica do livro através do tempo.

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Significados mais ricos do ato de ler

 

Quem é mestre?

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O lugar do mestre

A palavra mestre suscita múltiplos sentidos. Traduz significados heterogêneos, sendo aplicada a contextos variados.

A exemplo dessa pluralidade, podemos elencar seus sentidos mais constantes.

São designados mestres, por exemplo, os pais que criam filhos passando-lhes valores para a formação de caráter e preparando-lhes para assumir papeis sociais de forma consciente. 

São considerados mestres, ainda, os que têm atuado como guias na construção da  civilização: os gregos são mestres da Filosofia Ocidental, sendo Sócrates, a figura mais representativa do poder formativo da Filosofia; Confúcio e Buda são mestres orientais que consolidaram o valor da filosofia e da espiritualidade do Oriente.

Também são nomeados mestres as pessoas às quais atribuímos habilidades impecáveis no exercício de funções ou realização de tarefas que requeiram saber específico.

Ainda são designados mestres os companheiros de trabalho que nos passam o aprendizado de serviços e os que exercem sobre nós, algum tipo de supervisão e o fazem com maestria.

Porém, o sentido mais profundo da palavra mestre está relacionado à influência benéfica e duradoura que um educador consegue exercer sobre os educandos.

E o que será que faz de um educador, uma figura que evoca esse sentido magnânimo à palavra mestre?

Há inúmeras respostas para a pergunta, pois há distintas visões do que seja educar, firmando-se como guia de notável credibilidade.

Vejamos algumas dessas concepções.

Rubem Alves via o mestre como um ‘fundador de mundos, mediador de esperança, pastor de projetos’, assim, para ele, a interioridade e a subjetividade do educador são dimensões fundamentais que o levam a educar com amor, alegria e zelo.

Paulo Freire, por sua vez, considerava mestre verdadeiro quem educa para a autonomia.

O Patrono da Educação Brasileira criou três grandes princípios dos quais desdobra um  conjunto de competências que faz um educador capaz de convidar os educandos a transformar o  mundo num lugar melhor. 

Na concepção freireana, é princípio da educação para a autonomia, a consciência do educador de que: não há educador sem educando, ensinar não é transferir conhecimento e ensinar é uma especificidade humana.

Paulo Freire lembra-nos de que o desejo de conhecer é uma vocação humana, portanto, somos todos sujeitos detentores de saberes que precisam ser considerados na prática educativa, que por sua vez deve basear-se no diálogo e respeito ao outro.

Coincide com a visão de Paulo Freire, o pensamento de Dante Alighieri, autor de A Divina Comédia, que elegeu o poeta romano Virgílio como guia definitivo.

Dante dizia que: ‘o mestre e o aprendiz na jornada do aprendizado compartilham a mesma esperança’. É uma linda maneira de dizer que educador e educando se movem pelo ardente desejo humano de conhecer e são parceiros na viagem de construção do conhecimento.

No livro Lições de Mestre, George Steiner faz um apanhado das singularidades da relação mestre – discípulo. E nessa análise, deixa-nos antever sua própria visão de que o mestre prepara o discípulo para continuar sozinho  seu percurso da busca do conhecer.

Ele defende que: ‘o mestre tem nas mãos algo muito íntimo de seus alunos: a matéria frágil e inflamável de suas possibilidades… Ensinar com grandiosidade é despertar dúvidas, treinar para divergir, é preparar o discípulo para partir’

Mas, talvez seja impossível refletir sobre quem é mestre sem voltar à Filosofia grega e reencontrar Platão.

O autor de A República é tido como um perfeito modelo de educador.

Sua influência formativa sobre os discípulos é notável. Aristóteles, o mais brilhante deles,  mesmo firmando posição filosófica divergente quanto às fontes do conhecimento, acaba reproduzindo o empenho formativo de Platão na relação com seus próprios educandos.

Um ponto em comum, tanto para Platão na Academia, como para Aristóteles no Liceu, é a valorização que ambos atribuíam  à presença do educador e à sua capacidade de causar arrebatamento nos educandos pela palavra e pelo exemplo.

Platão ensinava que ‘toda lição bem aprendida em sala de aula, por mais abstrato ou pragmático que seja o conteúdo, tem um efeito imediato na preparação para a liberdade intelectual do educando’.

Segundo ele, ‘a presença do educador é mais decisiva para fixar aprendizagens do que qualquer livro’.

Seria interessante imaginar o que o filósofo de ombros e ideias largas diria do que é ser mestre nos tempos de hoje, um tempo em que o ensino virtual avança e a informação é cada vez mais algorítmica. 

Em síntese, passa o tempo, muda o mundo, mas mestre será sempre quem tem consciência do alcance que sua atuação terá sobre os outros e as consequências individuais e sociais que sua influência pode trazer.

Fontes de saber e exemplos

Recomendações quixotescas para o ano novo

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Marchar rumo aos sonhos

É quase irresistível. Ao final de um ano, firmamos desejos para o ano que começará.

Emagrecer, ter mais dinheiro, fazer e manter amizades, encontrar e conservar um amor, entre tantos outros desejos presentes na lista de cada um.

Mas, como iniciar aquela dieta e perseverar até se livrar do excesso de peso?

Como alterar hábitos de consumo para equilibrar o orçamento e ter mais recursos para realizar sonhos?

De que forma se relacionar de modo mais caloroso e feliz para fazer e manter amigos?

Como viver uma experiência romântica duradoura?

Essas perguntas encerram os desafios mais comuns, entre os inúmeros que podem nos separar de desejos tão acalantados.

E foi pensando nas exigências de transformação pessoal para alavancar sonhos, que imaginei o seguinte: e se tivéssemos um conselheiro a nos guiar? E se pudéssemos receber dicas de alguém?

Mas quem seria esse conselheiro?

Precisaríamos de uma figura exemplar. Teria de ser alguém capaz de se lançar sem medo nos próprios projetos. Alguém destemido, capaz de avançar ante obstáculos e perseverar, mesmo diante de quem considere seus sonhos meras e intrigantes fantasias.

Pensando nesses critérios, a escolha recaiu em Dom Quixote. O cavalheiro criado por Miguel de Cervantes, um homem apaixonado por aventuras da cavalaria e pelo amor e, mais importante, defensor intransigente de seus próprios princípios e valores.

Basta ler Dom Quixote para descobrir que em cada uma de suas aventuras se encerra uma porção de sábios conselhos que podemos adotar para melhorar decisões e ações.

Poderíamos elencar muitos desses conselhos, mas para os fins práticos, aqui propostos, focalizaremos apenas três sábias exortações.

O primeiro desses conselhos refere-se à forma como utilizamos o tempo. Quixote diz o seguinte: ‘O tempo é ligeiro e não há barranco que o segure, portanto, não adies o que deves fazer, pois no tardar é que costuma estar o perigo.’

Nessa primeira exortação, o personagem de Cervantes mostra a necessidade de planejarmos nossas ações para não desperdiçarmos tempo e usá-lo a nosso favor.

No segundo conselho: ‘Cuida, pois cada um é filho de sua obra’ , Quixote nos convida a dedicar esforço, dedicação e capricho no feitio das nossas ações, do começo ao fim, até a conquista almejada.

Esse segundo conselho evidencia a importância de elegermos atividades relevantes aos nossos fins e perseverarmos na sua realização. Quantas vezes estamos muito ocupados, mas o que fazemos não nos leva a lugar algum e quantas vezes, simplesmente, desistimos.

É imprescindível escolher um objetivo e diariamente realizar algo, mesmo uma pequena ação que nos aproxime dele.

O terceiro conselho aborda o lado ético do agir, quando visamos nossos interesses e ganhos próprios. ‘Aja com honra, pois o que mal se ganha, perde-se ele e o dono’  é  uma advertência do Quixote para não esquecermos de cuidar de nossos interesses preservando a dignidade.

São três curtos ensinamentos, mas que abordam dimensões gigantes da ação humana:  o tempo, o trabalho e a honra.

E não são as nossas ações e o modo como as efetuamos que realizam desejos e assim nos realizam?

Lembre-se disso já no primeiro dia do novo ano.

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Imaginar e agir

Precisamos falar do futuro

Como se mover no jogo da vida?

Para nós ocidentais, temer o futuro é uma tendência arraigada.

É compreensível que certa apreensão quanto ao futuro apareça, pois quando pensamos nas ações e escolhas que o definirão, constatamos que nelas há sempre um elemento de aposta, o que nos impõe sentimentos de incerteza.

Ocorre que diante das incertezas e apostas, costumamos assumir duas posturas: apegamo-nos a ilusões ou fugimos para não nos confrontarmos com receios e temores.

De fato, ter alguma ilusão em momentos de desespero pode ajudar a ganhar tempo até ver a realidade de forma menos crua e se recompor para voltar à luta.

Ter medo não é ruim em si. O medo é um afeto. Ele produz percepções do alcance dos fatos para nossos interesses. Assim sendo, o medo  tem funções protetivas, permite-nos minimizar riscos e potencializar benefícios.

Mas, existem outras atitudes possíveis.

Podemos manter uma postura realística, mas esperançosa e revestir decisões com ousadia calculada, temperada com a emoção do risco e a segurança da atitude previdente que enxerga o futuro como um lugar desejável, mas para o qual precisamos estar preparados.

Essa fixação em posturas ilusórias ou medrosas decorre de hábitos de enxergar o futuro apenas como risco. Parece que nossas referências existenciais se constituem mais pelo que tememos do que pelo que desejamos.

A ilusão e o medo excessivo nos tornam vulneráveis então, acabamos agindo como criaturas, cuja vontade é subjugada pela desesperança.

Segundo a Psicanálise, o medo excessivo pode ser fruto de inadaptações.

É o medo neurótico, fixado em conflitos que nos esmagam. O medo que enfraquece e ofusca nosso potencial. O temor pode ser um sintoma que anuncia algo reprimido. Algo que nos constitui e por isto mesmo, tem força inapelável sobre nossas ações e escolhas, por isso, o autoconhecimento é fundamental para enfrentar esse afeto, quando ele nos imobiliza.

Para os existencialistas, quando nos comprimimos pelo medo, adotamos um estilo de vida neurótico e nos movemos em um apertado espaço existencial.

E efetivamente, se pensarmos na vida como o espaço no qual nos movemos, veremos que o predomínio incessante do medo aniquila a vontade, cessa o gosto pela ação, frustra relações. Conviver com pessoas positivas e confiantes pode ajudar a lidar com o medo do futuro.

Rudyard Kipling, poeta britânico, dizia: ’Entre todos os mentirosos do mundo, às vezes, os piores são os nossos próprios temores’.

Ele fala com propriedade do medo inventado pelas  nossas fantasias de desamparo, desesperança e solidão e nossas ilusões megalomaníacas, mas que infelizmente, acabam definindo nossas escolhas.

E quantas vezes não temos apenas esses medos e seus subprodutos como conselheiros?

Carreira, amores, amizades, condição material. Não importa o campo sobre o qual recairão nossas decisões. O maior  antídoto para o medo imobilizante é a ação consciente, confiante e esperançosa.

O ensaísta Ralph Waldo Emerson dizia em um de seus brilhantes textos: ‘Fazes o que tu temes e a morte do medo será certa’.

Sua exortação é inspiração para uma visão ativa de como devemos nos sentir quando confrontados com o medo do futuro e nos convida à autoconfiança e ao entusiasmo ao assumirmos as escolhas que a vida propõe.

O que nos conduz ao futuro é ter um pé firme no presente e agir de forma afirmativa e autodeterminada, sem esquecermos de que o medo pode ser administrado com boas doses de esperança.

Para onde nos movemos?

Caminhos da criatividade

Abrir as gavetas da alma

 Você se considera uma pessoa criativa?

A maioria das pessoas responde a essa pergunta com visão pessimista quanto à crença na própria capacidade. 

As razões para tal negativismo resultam da mistura de crenças distorcidas sobre o que seja a capacidade de criar.

A primeira dessas crenças é a de que somente gênios e artistas são criativos.

De acordo com essa noção, a pessoa criativa é detentora de aptidão especial que lhe confere dons inalcançáveis à maioria dos mortais.

Felizmente esse credo não é compartilhado por todos.

Leibniz, um filósofo e matemático alemão interessado em conhecer a alma humana, defendia que  todos nós somos naturalmente dotados de capacidade criativa.

Para o filósofo, somos reflexo da grandeza de tudo o que constitui o universo. Ele resumia sua posição filosófica sobre a nossa natureza criativa na seguinte frase: ‘a alma é um espelho concentrado do universo’.

E de fato, basta examinar a história da humanidade e ver nossas criações no decorrer dos séculos para constatar que o potencial criativo  do homem é quase ilimitado.

A segunda dessas crenças que não nos ajudam a expressar criatividade é a que propala que imitar, copiar ou reproduzir modelos é prejudicial à criatividade.

Há controvérsias. Examinar a tradição, imitar bons exemplos, tentar reproduzir modelos criativos de ação é uma boa iniciação a quem deseja incrementar sua iniciativa criadora. O que pode limitar o potencial criativo é a cópia pela cópia, que não busca esmero e inovação.

De certa forma, toda iniciação encerra um pouco de imitação. Fazer o já criado abre espaço para enxergamos novos germes da criação.

A história da arte e da produção artesanal é pródiga em exemplos que ilustram esse fato.

Picasso copiava pés de pombo, seguindo orientação do pai, para alcançar precisão no traço de seu desenho; os chineses são exímios copiadores de artefatos e objetos de arte de seus ancestrais na busca de superá-los. O pintor renascentista Rafael Sânzio  imitava Michelangelo e Da Vinci, fazendo exercícios exaustivos para dominar técnicas da pintura de figuras em movimento.

A terceira crença que não ajuda na expansão da inteligência criativa é de fato, uma crença dirigida a nós mesmos. Trata-se de uma insuficiente autoeficácia.

Autoeficácia é a crença que precisamos ter de que somos capazes de iniciar, persistir e finalizar algo, buscando o melhor resultado.

Essa confiança no próprio potencial fomenta a iniciativa e mantém a persistência da ação, contribuindo para finalizarmos ações bem sucedidas.

Um bom antídoto para a baixa autoeficácia é tentar enxergar nosso histórico de realizações. Por mais pessimista que sejamos, é possível perceber que todos os dias, a gente trava uma batalha para manter a vida no rumo desejado.

Então é preciso acreditar em si, inspirar-se e investir na transpiração necessária que fará vir à tona a chama criativa.

E cada pessoa tem seu próprio caminho.

Vincent Van Gogh captava paisagens e momentos pela observação sensível  e os traduzia em instantâneos intuitivos que eram retratos de sua própria alma.

Freud se utilizava da mitologia, dos contos e anedotários populares no seu aprendizado dos movimentos do inconsciente, captando insights inéditos de compreensão da mente.

Salvador Dali forjava uma ‘imperfeição de traços’ para fazer representações perfeitas do desespero, da dor, do desamparo e da força dos seres humanos.

Enfim, ser criativo inclui a coragem de expressar o que somos em tudo o que fazemos.

Deixar fluir

Você planeja suas leituras?

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Um roteiro pessoal de leituras

Os leitores mais assíduos costumam seguir um itinerário de leituras.

De forma geral, eles têm uma pauta mínima sobre o que vão ler em determinado período.

Uma pauta de leitura é uma relação previamente elaborada dos livros que, na visão do próprio leitor, devem ser lidos em certo espaço de tempo, conforme critérios definidos.

Hoje, todas as atividades das diferentes áreas da existência humana assimilam cada vez mais conhecimento e impõem maciça necessidade de constante atualização. Realidade que faz do planejamento, prática cada vez mais comum.

O leitor pode estar buscando aprendizagem especializada, formação geral, amadurecimento intelectual ou apreciação estética, mas independente de seus objetivos, ele não poderá prescindir de uma carga de leituras que deve seguir um roteiro que torne a jornada menos sinuosa. Continuar lendo

O poder das palavras

Obra de Iman Malek

O que as suas palavras refletem?

Você já pensou nas palavras que diz e escuta todos os dias?

É sempre útil pensar sobre isso, pois, entre nós e nossas metas estão as palavras.

Aprender a manejá-las, portanto, pode poupar caminho no percurso que nos levará aonde precisamos chegar.

É fato. O homem não prescinde do uso de palavras. Ditas, escritas ou representadas por sinais e gestos, elas nos pronunciam diante do mundo e nos incluem no jogo de influências indispensável às trocas humanas.

Incontáveis vezes, escutamos o seguinte pedido: ‘Por favor, me deixa vender meu peixe?’. A razão dessa frequência é que Continuar lendo